E o rap se propagar hoje em dia é fácil você ouvi um som de rap pelas ruas onde você vai sempre tem alguém curtindo um som seja no buzo no carro em casa ou na rua ... constantemente estou ouvindo um bum bá . uma base louça ,um RAP da hora não necessariamente ser um grupo famoso porque alguns grupos NOVOS estão com uma pega tão profissional que muitas vezes você até achar que os caras estão já bombando nas ruas. mas não começaram a pouco tempo eu falo isso porque tenho exemplo vivos aqui que constantemente me surpreende com umas ideias bem loca e inteligente . inteligente que é o mas importante ainda .
Vê o RAP-se alastra pelos quatros canto da cidade pra me é ótimo. um movimento que muitos só tem a critica desejar constantemente o FIM coisa que realmente eles não iram vê pra azá deles. ( hahaha...). estamos juntão mas do-que nunca. nos conscientizando sempre.
" Se não temos oportunidades ......criamos nós mesmo nossas próprias possibilidades "... frase louça !
Salvêêe...Tudo beleza minha família? Hoje estaremos fazendo uma postagem que sair um pouco do contexto do blog. Vamos conhecer a Banda Act Of Revenge .Que o parceiro
Danilo Oliveira faz parte. Salve Danilo..
Essa postagem trás em si uma questão muito discriminadora dentro do RAP, que é a união de estilos musicais, ainda existe muitas cabeças duras que acham que o RAP não pode se envolver com outros estilos. Mas isso é um assunto pra outra hora. OK ?
Clique na imagem e conheçar o Myspace da Banda.
Há banda é brasileira foi formada em julho de 2008, a Act Of Revenge tem como forte característica e uma rica variedade de sonoridades opostas, fazendo com que cada musica tenha a sua atmosfera singular, causando sensações e sentimentos diversos para quem aprecia. Passeando entre o tradicional e o moderno, o simples e o experimental. Suas letras abordam temas ligados a evolução, prosperidade e superação de obstáculos internos. Retrata a guerra do dia a dia do cidadão comum e o alerta de coisas que estão diante dos nossos olhos, mas que as vezes não conseguimos enxergar. Em alguns momentos uma injeção de ânimo, em outros a provocação da revolta. Os integrantes são:
*Danilo Oliveira – Voz,
*Tiago Antonio – Guitarra,
*Bruno Prospero -Bateria,
*Rogerio Asfor – Baixo
Act Of Revenge também faz parte da nossa grande árvore Família S.T.N. (Somos todos negros ). Representando nós nos palcos underground, é isso ai ..
Clique aqui e faça dowload de duais faixas da banda ...
Acontecerá nos dias 03 e 04 de abril o eventoHip-hop em Movimento, homenagem a Preto Ghóez.
clique na foto pra ampliar ..
Contará com diversas atividades, dentre elas, teremos :
ELIMINATÓRIA DA 3ª BATALHA BREAK – EVOLUÇÃO HIP HOP
Dia: 28 de março | domingo | 13h às 21h Local: Teatro do IRDEB – Fim de Linha da Federação Entrada: Franca Jurados: David Saide (USA), Tijolim (Ceara), Nino (Recife) Discotecagem: DJ Bandido Organizador: B.Boy Ananias (Independente de Rua)
FEIRA HIP HOP
Dia: Sábado e domingo| 3 e 4 de abril | 13h às 20hs.
Local: Cabaré dos Novos – Teatro Vila Velha
Entrada:Franca
OFICINAS GRATUITAS DE GRAFITTI, BREAK DANCE E DJ
Dia: Sábado | 3 de abril | 9h às 12h.
Local: Sala João Augusto, Sala 2 e Passeio Público – Teatro Vila Velha Oficineiros: Graffite: Lee 27
Break:B.boy Ananias
Dj:Dj Môpa
MESA REDONDA E LANÇAMENTO DE LIVRO
Dia: sábado| 3 de abril | 14h às 16h30. Local:Cabaré dos Novos – Teatro Vila Velha Entrada: Franca
Tema da mesa:“As Múltiplas Visões de um Revolucionário” – Preto Ghóez - Lançamento do livro “A Sociedade do Código de Barras”, de Preto Ghóez. Lançamento do Edital: Prêmio Cultura HipHop – Edição
TRANSMISSÃO AO VIVO DO PROGRAMA EVOLUÇÃO HIP HOP (RÁDIO EDUCADORA FM 107,5)
Dia : Sábado | 3 de abril | 17h às 18h. Local: Passeio Público – Campo Grande Atrações: A confirma Entrada:Franca
JAM SESSION HIP HOP (Microfone aberto)
Dia: Sábado | 3 de abril | 18h às 19h30.
Local: Passeio Público Entrada:Franca
Participação especial da grafiteira Den (Bilbao) do coletivo de artístas espanholas
ESPETACULO: MUJER URBANA (Espanha)
Dia: Sábado | 3 de abril | 20h.
Local: Palco Principal – Teatro Vila Velha Entrada: Franca
Com abertura do grupo
III BATALHA DE BREAK – EVOLUÇÃO HIP HOP – Finais
Dia: Domingo | 4 de abril | 15h às 20h.
Local: Palco Principal – Teatro Vila Velha do Teatro Vila Velha
Entrada: Franca
Jurados: David Saide (USA), Tijolim (Ceara), Nino (Recife) Discotecagem: DJ Bandido Organizador: B.Boy Ananias (Independente de Rua)
Salve salve Minhar Familia ....Firmeza total ? Hoje estarémos dando inicio a o Quadro"Letras Pra refrétir e-se consciencitizar"Logo de cara iremos começar com a Letra "Soldado Morto" de Mv Bill. Qual há real intenção desse Quadro ? É-se aprofundar muito mas nas letras de RAP e de outros genêros musicais .. usufruir o Maximo de cada uma delas... Porque Eu acredito que uma letra de RAP e de outros estilos musicais pode ir além..... Do que elas já nos proporcionar e nos dá . Queremos deixar aberto aqui pra Quêm tiver alguma sujestão de alguma letra que-se encache no perfil do quadro é só entra encontado com nós que iremos ter a enorme satisfação em fazer a postagém Valeu? então Vamos Reflétir e Procura se conciêncitizar nas letras !!
Depois de Uma perda tão lastimável e imensa como aqui nós sofremos por Dina Di. Que Deus a tenha em um ótimo lugar nosso respeito em sua memória! Só mesmo uma idéia de um negão muito bem concentrado e politizado dentro e fora do hip-hop, pra minimizar a dor ...Lázaro Erê (Opanijé )
Salve, Rapaziada, tudo certo??
O Blog “Aonde a Favela Chegou” trás esse começo de semana uma entrevista com Lázaro Erê- do grupo Opanijé. Um cara que assim como nós, é ”contestador e amante das velhas canções”
"Não importa o que você pensa. Não importa qual é a sua crença. Quem sabe a cura, nunca teme a doença." Lázaro Erê.
Confiram logo abaixo as idéias desse negão que tem muita idéia pra trocar.Paz!!! 1- Aonde a Favela Chegou!!! - Colé nego véi, tudo certinho? Porque Opanijé?
Opanijé é uma sigla que criamos que significa “Organização Popular Africana Negros Invertendo o Jogo Excludente” e é também o nome do toque e da dança do Orixá Omolú. Escolhemos porque tem a ver conosco, com o que vivenciamos e porque acreditamos num rap com personalidade, com uma cara mais Afro-brasileira.
2-Aonde a Favela Chegou!!! - Conte um pouco sobre você e sua trajetória dentro do Hip Hop.
Eu comecei em 1994 com uma banda chamada Erê Jitolú. A formação já começou fugindo do tradicional, Dj e Voz. Éramos eu e Juno nos vocais Dj Márcio nas pick-up’s e ao longo dos anos foram várias formações de guitarra, baixo, bateria, teclado e percussão. Tantas pessoas já passaram pela banda que eu nem me atrevo a falar aqui pra não comenter nenhuma injustiça (risos). A banda acabou em 2003 e em 2005 eu chamei Chiba e DumDum e formamos o Opanijé. Também fui um dos formadores da Posse Ori em 96 e que, coincidentemente, também acabou em 2003 e por sinal, teve uma festa de encerramento muito bonita no espaço Solar e na casa de Angola. Se eu não me engano, Paulo Brazil deve ter até o panfleto. 3-Aonde a Favela Chegou!!!- Há algum tempo, durante sua última passagem pelo Brasil, Afrika Bambaataa afirmou que o Funk Carioca (o dito Pankadão!) também era hip hop. Qual a sua opinião sobre isso? O Funk Carioca têm origem dentro do Hip Hop Sim! Não só pelo fato de trabalharem com DJ que é um dos elementos da cultura, mas por ter suas origens no Break Beat e no Miami Bass. Mas hoje o Funk Carioca é um ritmo genuinamente brasileiro. Você não encontra nada igual em lugar nenhum do mundo. Não tem mais nada a ver com o hip hop em nenhum aspecto.
4-Aonde a Favela Chegou!!!- De uns tempos pra cá o pessoal do rap tem produzido seus próprios arranjos, feito suas próprias bases em casa mesmo, basta ter um computador com alguns programas básicos e boom!! o cara vira produtor e faz suas músicas. De modo geral isso é bom ou ruim para o rap?
Pra mim isso é ótimo! Pena que isso não é tão freqüente. Eu não canso de repetir que Rap não é só letra. Se fosse seria vendido em livrinho igual a cordel. Não adianta você ter uma letra foda, um “flow” massa se sua base é baixada na internet. Aquela sonoridade ali não é sua, não tem a sua cara, não foi feita pra você. Eu lembro que nos anos 90 a gente editava bases na fita cassete, pausando e gravando. Até hoje eu tenho uma gravação dessa época. Ainda mais hoje que temos tantos recursos à nossa disposição e muito mais baratos do que eram antes. Eu defendo que mesmo não tendo os recursos mais avançados pra fazer nosso som a gente tem que correr atrás de mostrar um trabalho com nossa cara. Eu mesmo, como apreciador, não tenho paciência pra escutar um Rap num instrumental que eu já conheço de outro Rap. Eu vou pra um show pra ver música, não karaokê.
5-Aonde a Favela Chegou!!!– Você acha que a internet deu aos artistas de música alternativa de modo geral novas pespectivas para mostrarem os seus trabalhos?
A internet hoje é o principal meio de comunicação do Rap no Brasil. Acho que esse é o futuro mesmo. Mas ainda temos muito que batalhar fora da rede. Não dá pra ficar acomodado e achar que não precisamos mais imprimir panfletos para divulgar um evento, por exemplo. Ou que não precisamos batalhar pra gravar nosso CD porque podemos deixar o mp3 pra baixar. O CD está marcado pra morrer, mas ainda não morreu . 6-Aonde a Favela Chegou!!!– Você acha que a militância está acabando dentro do rap? O dito hip hop social, Com tanta diversidade de temas dentro do rap, ainda tem espaço para esse seguimento?
Não acho que a militância tenha acabado. Só não é mais a mesma que fazíamos há 10 anos. E nem tem que ser mesmo! A diversidade de temas só mostra que o Rap ainda tem muito sobre o que falar. Não acho que exista um tema obrigatório dentro do rap. O Opanijé opta por falar desses temas mais politizados, mas isso é uma escolha nossa porque esse foi o rap que eu aprendi a fazer. O que não significa que a gente deva descartar o rap que fala de festa ou de crime ou do que quer que seja. Se a gente luta pela liberdade de expressão, é contraditório ficar censurando fulano ou cicrano. E é a diversidade de temas que faz o Rap ser mais interessante.
7-Aonde a Favela Chegou!!!– A mídia convencional (leia-se TV!) sempre foi um tema polêmico dentro do hip hop. O Opanijé iria a um programa de TV, Qual a sua opinião sobre isso?
Acho que sim, vai depender do programa, das condições, etc... Só acho contra-senso PAGAR pra aparecer na TV. Até porque a gente nem tem grana pra isso ainda...(risos) Acho que a mídia que você escolhe pra divulgar seu trabalho não muda a essência do que você faz, a não ser que você faça tanta questão de aparecer que se adapte a tudo que eles queiram que você faça, o que não é o nosso caso. Tem gente que grita e esbraveja contra a TV, mas sonha em ter clip na MTV. MTV não é TV? Quem conhece a estrutura sabe que aquilo ali não é, nem nunca foi “mídia alternativa”.
8-Aonde a Favela Chegou!!!– Há pouco mais de um (1) ano o Opanijé fez uma apresentação na sala do coro do Teatro Castro Alves-TCA, você acha que acima de tudo o rap é musica e tem que ir para o “além da favela”??
Pra mim o som no TCA foi um dos melhores que a gente já fez. Tanto pela estrutura, quanto pela aceitação do público. Eu nunca tive essa idéia de que o rap era só periferia. Até porque quando a gente começou tinha mais evento no centro que nos bairros. Então ia todo tipo de público: punk, pagodeiro, skatista, neo-hippie, etc... , Não dá pra ser seletivo com público fazendo rap em Salvador. Quem quiser fazer som só pra os “do rap” vai continuar tocando pra 50 pessoas e tá se contradizendo quando fala que quer conscientizar... Conscientezar quem? As mesmas 50 cabeças? 9-Aonde a Favela Chegou!!!– O seu antigo grupo, o Erê Jitolú foi um dos primeiros na cidade a fazer a fusão do rap tradicional com banda. Vocês tem a pretensão de fazer isso novamente?
Pensamos sim, mas isso é um projeto para o futuro. Apesar de que nas nossas bases já incluímos alguns instrumentos tocados. Tocar com instrumentos, lidar com músicos dá trabalho, mas é um trabalho que compensa quando o resultado é bom. Algumas pessoas têm ainda esse preconceito com o rap feito com banda, mas aí é mente fechada, mesmo! Antigamente eu até me estressava discutido isso, mas hoje eu vejo que nem vale a pena. 10-Aonde a Favela Chegou!!!– O que Lázaro e o Opanijé tem escutado últimante: de rap nacional e gringo e de outras sonoridades ?
Ah, é coisa pra caralho! Eu costumo dizer que tudo que eu sampleio, eu ouço de verdade: Tipo The Ethiopians, De Phazz, Bad Brains, as Orquestras Rumpilezz, OBMJ e a extinta Afro-Brasileira. Engraçado é que em matéria de Rap gringo eu até tento, mas só consigo ouvir as paradas dos anos 90 tipo Boogie Down Productions, A Tribe Called Quest, Pharcyde, Jurassic 5. Tudo que eu curto de novidade quem tá lançando é a mesma galera dos anos 90 tipo Q-Tip, KRS One, Talib Kweli, Hi-Tek, Mos Def, Dilated Peoples... Mas tem coisa boa depois disso, tipo Spank Rock que é bem experimental... Nacional eu tenho dado preferência aos parceiros (risos) De Leve, RBF, Versu2, X, Thaíde, B-Negão... Mas tem coisa boa fora desse circuito também, tipo o Emicida, Renegado, Ataque Beliz, Pentágono entre outros que eu não lembro agora. 11- Aonde a Favela Chegou!!!– Pra quem não viu e nem vivenciou, conte-nos um pouco do que foi à Posse Ori, considerada o primeiro núcleo de Hip Hop organizado de Salvador.
A Posse Ori pra mim foi o maior espaço de aprendizagem que o rap de Salvador já teve. Começou com uma reunião inocente em 96 e ganhou uma dimensão que até hoje eu não vi igual na cidade. Era uma posse que na época era formada pelos grupos Erê Jitolú, Elemento X ,Ideólogia Alicerce, Atitude Presente, Atitude Negra, Black Power, a Crew da DN (hoje todos extintos), entre outras pessoas que não faziam rap, não dançavam, não grafitavam, mas sempre estavam ali coladas nas atividades. A gente fazia reuniões na sede da Unegro, no Pelourinho sempre às quintas e aos domingos no passeio público. Fizemos o 1º Festival de Hip Hop de Salvador na Gamboa de Baixo, em 1997, o festival do fantoches em 98, além de várias atividades de cunho social, tipo seminários, debates, doação de roupas... Alguns dizem que essa foi a “época de ouro” do Hip Hop baiano e em alguns aspectos eu até concordo. Éramos um bando de guris se metendo a fazer algo que nunca tinha sido feito aqui na cidade e conseguimos atrair a atenção de políticos, jornalistas, militantes do movimento negro, ONG’s... Porque tínhamos uma visão politizada do negócio, entende? Não era só organizar som e botar os grupos pra tocar. Hoje eu entendo que isso também é um tipo de militância, mas na época a coisa ia muito além. 12-Aonde a Favela Chegou!!! – Como você ver o atual momento do rap brasileiro?
Acho que o rap no Brasil tá passando por uma fase de transição que eu considero positiva, porque as coisas não estão mais centralizadas só no sudeste. Acho que SP teve e ainda têm sua importância na história do rap e da cultura hip hop, mas chegou a hora do restante do país mostrar a sua cara. Ao contrário do que se pensa, o Rap no Brasil não se resume a cópias do que se faz em SP ou no RJ e é isso que nós estamos tentando mostrar.
13-Aonde a Favela Chegou!!!– Você foi um dos pioneiros a colocar a cara preta do rap baiano no circuito do carnaval. Você defende um circuito paralelo para o rap (como vem sendo feito com o Rock), ou você acha que tem que meter a cara nos circuitos tradicionais mesmo?
Começou em 98 com a Erê jitolú no trio do antigo Petipreço, depois veio o Bloco do Cen em 2006, onde o Opanijé dividiu o trio com Thaíde (que também adorou a experiência) e até hoje a gente toca em trio! De alguns anos pra cá a gente vem participando da Mudança do Garcia. Acho que tem que rolar as duas coisas. Seria legal um “Palco do Rap” como aconteceu em 2008 se eu não engano. Mas, na minha opinião, não tem coisa melhor do que rap em cima de Trio Elétrico. Quem teve essa experiência sabe como é bom tocar pra o povão. Esse é o verdadeiro objetivo do rap. Você vê as reações mais diversas enquanto o trio vai passando. As pessoas tão esperando Ivete ou Rebolation, sei lá... e aí, pensar que não, recebem um batidão de Rap pela caixa dos peitos! Se até os crentes saem no carnaval, porque logo o rap tem ser contra? De jeito nenhum!
14-Aonde a Favela Chegou!!!– Há alguns anos tive a oportunidade de ver um projeto do coletivo “Hip Hop Com Compromisso” no colégio João das Botas, No que consiste esse projeto, qual a proposta dele?
O Hip Hop Com Compomisso na verdade é um coletivo que se reúne para realizar projetos sociais utilizando os elementos da cultura hip hop. Esse projeto que você citou foi uma atividade de 3 meses que nós promovemos nesse colégio com a participação de 50 crianças e adolescentes. Nosso objetivo é sempre fazer projetos na área de educação, principalmente com a galera mais nova. Esse projeto teve aulas de rap, break, DJ, grafitte, percussão e violão. Além das palestras com convidados especialistas das mais diversas áreas como Sociólogos pedagogos, professores universitários... enfim, uma forma de instigarmos a molecada a ficar mais antenada com as questões sociais e raciais através do hip hop.
15-Aonde a Favela Chegou!!!– Sendo que é um som de periferia, você acha que o rap deveria ser tão popular quanto o “Arrocha” ou o “Pagode”? Se sim, o que falta para esse boom?
Deveria, não! O rap É tão ou mais popular que arrocha e pagode na sua essência e na sua origem. O problema é que quando ele chega aqui no Brasil recebe o rótulo idiota de “alternativo” o rap não é alternativo a nada. Se um rapper não tiver o objetivo de fazer o som dele estar nas cabeças e nas bocas das pessoas, ele que vá fazer outra coisa! O que falta pra que isso se consolide é termos essa consciência e parar de tentar selecionar nosso público. É o público que nos seleciona e não o contrário.
16-Aonde a Favela Chegou!!!– Tem sido cada vez mais comum artistas de outros gêneros musicais convidarem o pessoal do rap para participar de seus trabalhos. Como você vê isso? Seria definitivamente um reconhecimento do rap como música?
Claro! O rap sempre trabalhou com as misturas. Rap é feito disso! Eu lembro que a gente era muito criticado na época da Erê porque fazia misturas com samba, rock... muitos falavam que preferiam o “rap raiz”. Mas Run DMC já usava guitarras distorcidas nos anos 80 e Afrika Bambaataa fez um cover de uma banda Punk no 1º disco. Então que “rap raiz” é esse? Muita gente fala de “rap raiz”, mas só conhece de Racionais pra cá! Eu, particularmente gosto de ver a galera do rap invadir outros espaços, de rock, reggae, samba e até o pagode, por que não? Desde que seja de forma digna, sem mendigar nada, é sinal de que o trabalho é sério e está rendendo frutos para além dos circuitos.
17- Aonde a Favela Chegou!!!– Deixe aí o seu salve para a galera que acessa o blog Aonde a Favela Chegou!!! , e deixe também o contato e o myspace do grupo.
Valeu ao blog pela iniciativa e pelo espaço cedido. E que projetos como esse venham a somar na cultura Hip Hop de Salvador. E pra galera que acessa: Continuem acessando e divulgando para que as pessoas possam conhecer melhor o trabalho do hip hop na cidade. Axé!
Uma infecção hospitalar retirou de nós, fisicamente é claro!!. uma das mulheres mais talentosas dentro do rap nacional. Dina-di (Viviane) do grupo Visão de Rua.
"amanhã, dia 02 de março nasce minha filha alinne ......estou muito anciosa espero que tudo saia bem um abraço a todos os meus fãs Dina Di" (frase escrita no perfil do seu novo orkut)
Dina-Di estava internada desde o dia 02/03 na maternidade, após ter dado a luz a sua linda filha Alinne e durante o parto contraiu infecção hospitalar, que evoluiu para infecção generalizada, vindo infelizmente a falecer na madrugada do dia 20/03.
O enterro ocorreu na tarde de sábado às 17h no cemitério da Vila Formosa, localizado na Avenida Flor de Vila Formosa s/n, Vila Formosa - São Paulo, SP - Ao lado do Terminal Carrão, teve a presença de vários amigos e familiares, em um clima de total emoção...
A guerreira já não está, mais presente entre nós, mas está eternizada dentro de cada um de nós com seus versos, suas músicas, sua voz inconfundível e seu caráter....
Mãe, mulher, Mc, maloqueira, preta sagaz, guerreira de fé .....
"SE EU FOSSE IR NESSA MANHÃ QUERIA QUE SOUBESSE, UM POUCO DE MIM, MEU CORAÇÃO SÓ DEUS CONHECE. UMA MINA NORMAL, COM QUALIDADES E DEFEITO, UMA PERDA FATAL, É QUE ME FEZ SER DESSE JEITO AÍ"
"SE TEVE CHÃO ANDEI, SE TEVE UM AMOR AMEI E UM CAMINHO EU PROCUREI AMOR E ÓDIO EU PLANTEI, E FOI MELHOR, DE MIM NÃO TENHA DÓ, DAÍ EU COLHO SÓ AS VIRTUDES..". (Parte da letra Amor e odio )
É um pouco dificil de acreditar que esse fato ocorreu, realmente mas infelizmente perdemos a noiva de thock(...)
Dina descanse em PAZ e o Rap agradece tudo o que você deixou plantado para sempre em nossas histórias.
"O que seria do meu destino se não cantar ?"
Que fique guardado em nossas mémorias não uma lembrança de uma Mulher que passou pelo Mundo e sim e uma lembrança de uma Mulher ! que passou pelo mundo se eternizou dentro dele e dentro de cada um de nós.....
Que Deus conforte seus familiares e dê forca a thock pra cria sua pequena filha recém nascida Alinne..
Salve salve Minhar Maloquerajem querida. Vamos Conhecer hoje um pouco do grupo "Conhecimento fundamental " mas um galho da nossa grande Árvore Chamada familia s*t*n (Somos todos negros ) Árvore essa que está rendéndo muitos frutos bom....
Grupo lá do GAMA LESTE, DF. Outra conexão realiazada pelo parceiro Bruno do Fase ideologica essa conexão é muito importante pra nós,pro rap, pro hip-hop....No fim todos só tem a ganhar..Vamos Conhecer o grupo ? Dá um flaga ai Familia ....
Conhecimento Fundamental surgiu no ano de 1997, grupo formado por garotos moradores da cidade do Gama, (Rony, Léo e chacal) essa foi a primeira formação do grupo, com o passar dos anos (DJ Boca) se integra ao grupo, após ter passado algum tempo acompanhando o trabalho apenas como fã.
Nessa caminhada de muito esforço e muito trabalho que nem sempre era reconhecido (Rony e Léo) acabam se desintegrando do grupo, restando apenas Chacal e Dj Boca que deram continuidade ao trabalho durante 2 anos.
Continuaram fazendo shows, fazendo novas músicas até que resolveram participar de um concurso chamado (Abril Pro Rap) um dos mais importantes do DF onde o grupo entrou com a música “Atitude não se compra” e com essa música foram selecionados para fazer parte da coletânea (Abril Pro Rap 2005). No final do ano de 2007 eis que vem a nova formação (chacal, Fernando e Cristiano) No decorrer dos anos de 2008 e 2009 o grupo vem trabalhando e acaba de Lançar o seu primeiro DISCO.
O grupo vem apresentando o seu trabalho em várias cidades do DF e já apresentaram em outros Estados, na cidade PATOS DE MINAS no Estado de Minas Gerais, Goiânia e em algumas outras cidades do Estado de Goiás.
Começamos a cantar com o intuito de revolucionar, expor opiniões e idéias, querendo mostrar coisas do nosso dia a dia, as dificuldades, as condições na qual nosso povo vive, idéia revolucionaria, criticas e elogios.
Tentamos passar idéias positivas, tentando tirar da cabeça dos moleques o crime as drogas e essas coisas que fazem mal ao mundo e ao ser Humano, passar mensagens de amor de alegria, pois observamos que a cada dia esses sentimentos bons estão acabando de pouco a pouco, Alem da mensagem musical, temos que ser exemplo! Com o decorrer do tempo, eu diria que novos assuntos se englobaram no nosso roteiro, mas o intuito do grupo não mudou.
Vários outros estilos musicais “brasileiros” são influencia pro grupo, MPB, Samba, Rock e o Rap vários artistas; Tim Maia, Elis Regina, Raul Seixas, Legião Urbana, Jorge Aragão, Bhet Carvalho, Racionais Mc’s ,GOG e muitos outros artistas que são grandes representantes da boa música Brasileira.
Todos vocês Sejam Bem-Vindos a Família Conhecimento Fundamental...
Bater uma laje com os amigos é muito mais do que um trabalho pesado, é uma legítima confraternização entre amigos de periferia, o dono do imóvel (do barraco da laje!!) começa a recrutar os irmãos durante toda a semana que antecede o “evento”, ele passa no bar, passa na padaria, passa na igreja, passa na mercearia e em todos os cantos da quebrada onde estão reunidos 2, 3 ou mais parceiros e vai logo dando a ideia sobe a realização do tão esperado evento.
Normalmente a laje é batida nos finais de semana, preferencialmente aos domingos (alguns parceiros trabalham no sábado até meio dia). Nos dias que antecedem a tão esperada “cerimônia”, o mestre de cerimônia - MC (o dono da laje!), já encostou todo o material necessário o início do evento, areia, cimento (esse ai tem que ser de monte!), brita e a ferragem, essa última tem que tá “armada” no máximo no dia anterior, para não atrasar o lado.
Finalmente o tão esperado dia chega: domingo, 05:00 hs. da matina, a rapaziada toda reunida no local indicado (a casa da laje, claro!!). Se a patroa do dono da casa tiver dormido bem a noite anterior, e acordado de bom humor, rola até um cafezinho com pão para o desjejum (porém isso não é regra!).
Sem muita demora, vamos ao que interessa de fato e verdade - a laje. Ao contrário do que muitos pensam, na festa da laje também tem uma hierarquia e tem que ser respeitada, pois os mais experientes tratam logo de se posicionarem estrategicamente sobre a casa, pedindo pressa para a “peãozada” que nesse exato momento está revirando o concreto cá em baixo, afinal, ali fica a linha de frente do bagulho e é onde tudo acontece e é onde normalmente eu me encontro.
Logo alguém começa a entoar um cântico de um samba de raiz para da aquele “up” no ambiente, que logo é seguido por todos, ou melhor, quase todos, pois sempre tem um parceiro no meio que é crente, e não pode cantar as músicas "do mundo" (nunca conseguir entender isso, mas tudo bem!!!)… os baldes de concreto começam a subir, a laje começa a tomar forma … vai vendo.
Como somos todos filhos de Deus e malandros por natureza, começam a aparecer (não sei de onde!!!) propositadamente as primeiras garrafas de cerveja, alguém grita lá no fundo. “Ufa! Aleluia, finalmente a gelada chegou, tava um calor da porra!!!”
Percebendo que cerveja é sinônimo de tira-gosto, a dona da casa logo faz uma "presença", ela aparece com algumas simpáticas travessas de farofa de carne de sertão e calabresa, como paliativo para saciar a fome da “peãosada”. Em dia de laje não se tem horário certo para o almoço, tudo vai depender do desempenho do coletivo (aqui chamado de mutirão!), pois não se paga para bater laje.
Se não for uma laje muito cabulosa (quer dizer, grande!) a cerimônia termina antes das 3:00 da tarde (15:00 hs. para os mais requintados!).
Laje batida, é chegada a hora do “grand finale”: o feijão, a hora sagrada. Normalmente os que menos trabalham, são os que comem primeiro (mas é nenhuma, afinal, esperto tem em todo lugar!), tudo é festa nessa porra! Um outro grita “… desce mais cerveja aí!!!...”. Fechando com chave de ouro, devidamente saciados (de comida, claro, ainda tem muitas brejas pra descer!!!), o sambão come no centro e sem moderação, a laje tem hora para terminar, a festa não...
Assim é a periferia em dia de celebração da laje. Com todos os seus problemas, dificuldades e defeitos, também temos coisas boas para contar.
Paz à todos!!
Por:
Paulo Brazil/STN-Amante do Vinil!!!
Apreciador da Cultura Hip Hop e morador de periferia.
Em:13/03/2010.
Se a patroa do dono da casa tiver dormido bem a noite anterior, e acordado de bom humor, rola até um cafezinho com pão para o desjejum (porém isso não é regra!).
revirando o concreto
os baldes de concreto começam a subir, a laje começa a tomar forma … vai vendo...
Ufa! Aleluia, finalmente a gelada chegou, tava um calor da porra!!!..”
“Grand Finale”: o feijão, a hora sagrada."
Valeu Paulo Brazil. Muito bom mesmo o texto, parabéns. Tamo ai se for bater uma laje e resenhar um pouco né não, é ? .....
Literatura, um dos fatores de maior influência na formação social de um ser humano, porém pouco conhecida, principalmente nas famílias de baixa renda. Esse é um dos motivos de sermos manipulados há anos e isso é um fato. Infelizmente impregnado (ou hereditário?) dentro da nossa sociedade. Nós, atualmente, somos os principais responsáveis para que esse mal não se alastre entre as próximas gerações.
É claro que não podemos nos iludir achando que iremos mudar o Brasil ou o mundo, mas devemos acreditar que mudando-nos estaremos dando os passos em direção a esse objetivo.
Devemos tomar o controle da situação. Como? Admitindo que somos os únicos capazes de transformar nossa realidade, certamente estaremos no caminho certo.
A única trilha para uma vida digna só será encontrada através do conhecimento.
Uma vez li uma pesquisa, afirmando que uma pessoa necessita ler, no mínimo, 2 livros anuais para se obter compreensão global das coisas (eu discordo. Para mim devem ser no mínimo 12.), entretanto essa não é nossa realidade. Até por que livros no Brasil não são baratos. E se tivermos de escolher entre um livro e o pastel de feira, qual seria escolhido? E se fossemos escolher entre livro e a breja do fim de semana com os parceiros, heim? Diga aí. Será que ainda temos dúvidas? Mas qual nos traria mais benefícios? Qual dos dois aprimoraria mais nossos conhecimentos, criatividade e intelecto? Qual ampliaria mais nossos horizontes e vocabulário? Claro que um role e uma breja com os irmãos é sempre bom, mas tudo tem seu tempo, e o tempo agora é de se educar.
Em uma pátria tão rica, o que vemos é um investimento tão pobre em arte, cultura e educação. Bem vindos, esse é o Brasil! Periferia almeja por leitura, classe média também. Juventude morta desconhecedora do que é um prefácio, quem dirá um prólogo. Seria esse um dos motivos de tantas mortes? A distância entre um favelado e o livro pode ser representada por falta de perspectiva de vida, por alienação através da visão manipuladora dos que controlam os veículos de comunicação. Em outras palavras os monstros que foram feitos para informar transformou-nos em marionetes. Reconhecemos que eles facilitaram muito nossas vidas, mas nem por isso devemos ingerir tudo que nos passam. Absorver só o que irá somar a nossa trajetória é a nova lei do mais fraco. Vêem-se sim incentivos a leitura publicados em cadeia nacional de rádio, jornais e televisão, mas nenhum programa que faça os livros chegarem nas mãos de quem deles realmente precisam. Será medo de ver um favelado, morador de periferia, aluno de escola pública decadente alcançar um conhecimento que iguale ou supere os denominados “burgueses”? A nossa revolução literária é o medo da elite.
Nós só precisamos de uma oportunidade e oportunidade aliada a força de vontade resulta em sucesso. É lamentável enxergar bibliotecas como cemitérios de livros esquecidos.
Uma das palavras mais citadas nas letras de RAP é revolução e revolução nada mais é do que revolta em ação. Entretanto, a maior arma para sermos bem sucedidos é o conhecimento acerca do que nos oprime. Revolta sem conhecimento é burrice. Um livro pode mudar vidas. O quanto pode mudar? Vai do que e do quanto cada um lê. E aí? Vai encarar? Se sim, estamos juntos.