sexta-feira, 21 de maio de 2010

MINHA QUEBRADA (Clipe)



Salve Salve Minha Família !, Foi lancado por esses dias o Clipe "Minha Quebrada" Do Parceiro Rilk Mc lá de Portão, ele que é dono da  Triplice Hip-Hop, o Moleque tém o Dom mesmo,Confere ai o Clipe ...Firmeza ?, É nós ...


Valeu ? Muita Pazz..

quinta-feira, 20 de maio de 2010

RAPadura





Fita Embolada do Engenho (2010)

01 Fita Embolada do Engenho
02 Amor Popular 2
03 É Docê Mas Num é Mole
04 Moça Namoradeira
05 Tu e Eu - Sinopse
06 Rima Junina
07 Maracatu de Cá Pra Lá
08 Norte Nordeste me Veste

A fila da tristeza.


- Acorda batista!
- O que é mulher? mi deixa...
- Ta ouvindo não homem, tiros!

Esse foi o despertar de Ligia nesta terça feira, ela muito assustada levanta e começa a arrumar a coisas para o café.
Batista logo levanta e vai à porta ver se já acalmou as coisas lá fora.

- Que porra é essa! Ta virando rotina, semana passada foi a mesma coisa.
- Calma homem! Não se estressa, olha sua saúde velho.
- haa! Que nada todo hora isso, fico revoltado com a violência nesse pais!
- Olha daqui a pouco estou saindo, vou ao banco resolver o problema da sua documentação para começar a receber o beneficio.
- Certo qualquer coisa mi liga, que troco de roupa e subo, é aqui perto não tem problema não.
- Então vê se não dormi, porque você só fica deitado nesse sofá.

Ligia se arruma e logo sai com destino ao banco, a andar pela rua ver as marcas de sangue, e logo fica sabendo que foi briga em que um rapaz ate conhecido no bairro foi baleado por causa de uma garota que mantinha um caso.
O marido descobriu e foi fazer uma visita ao carinha, logo que o encontrou na rua mandou bala no intruso.
A senhora segui simpática e sorridente, quando chega perto do banco, toma um baque. Uma fila enorme e desorganizada.
Acomoda-se entre o pessoal e encontra com uma vizinha que comenta sobre o tiroteio do começo da manha.

- A policia ta atrás do homem que atirou e dizem que ele ainda ta no entorno do bairro.
- Menina é mesmo?
- Fiquei sabendo que descobriu o caso da mulher, e foi atrás do Gilson.
- haaa! foi o Gilson? Vixi mas aquele gostava de tomar a mulher dos outros, ele morreu?
- Dizem que esta jogado no Hospital geral do Estado, ta na fila na espera de um leito, e a situação dele é grave.
- humm! Aquele hospital é uma merda, ele ali vai morrer, o governo abandonou aquele lugar.
- Complicado Ligia.

O tempo não para, mas o fila continua sem andar, causando muita irritação.

- Porra alguns dias atrás fui no INSS, peguei uma fila miserável, pau pra todo lado e não resolvi nada, tive que ir na outra semana peguei outra fila, ai que consegui ser atendida, agora mais essa imensa e desorganizada.
- E o Gilson naquela fila lá do HGE, ta no chão morrendo.
- Que pais é esse! Tudo demorado e na base da fila.

Enquanto dona Ligia resmungava, ouvi- se barulho de tiro, logo a fila se desfaz, quando percebem que é o atirador de Gilson trocando bala com a policia.
Quando Ligia tenta correr, é feita de refém pelo rapaz que resiste a prisão.
Começa uma árdua negociação entre uma policia mal preparada e o atirador.

- Solte a senhora ela não tem nada haver com seu problema!
- Não vocês vão me matar.
- Ninguém vai te matar rapaz.

A senhora com o desespero estampado no rosto chora e pensa, “A morte não pega fila para penetrar no destino de uma pessoa”. Com seu rosto enrugado e adubado por lagrimas, não consegui conter o medo.
A negociação já dura algumas horas e nada se resolve, a tenção aumenta a cada instante.
O bandido não mostra disposição para se entregar. Batista no local começa a ter sentimento de culpa “ Se não tivesse vindo para resolver meus problemas, não estaria passando por essa situação”.
A oração já era repetida, o silencio, só não predomina por causa da negociação.

Quando ouvi-se um tiro. Agora o silencio encobriu por algum momento aquele lugar e o corpo da senhora como uma flor rejeitada cai no chão.
O tiro parte de um policial, que achou naquele momento que o rapaz estava em sua mira. Logo matam o atirador.
Começou o corre, levaram a senhora para o mesmo hospital em que já se encontrava o Gilson.
Entretanto não tem vaga e ela tem que pegar mais uma fila, agora por sua vida.
Batista em desespero grita:
- Meu Deus! É minha mulher, ela precisa de ajuda...

Mas o pedido não é ouvido, e aquela senhora que por tantas filas passara, morre como um animal abatido para alimentação.
Quantas filas existentes, quantas dificuldades existentes? A morte realmente não pegou fila para apanha essa mulher, que por duas vezes passou numa fila naquele dia, e agora sua alma se esconde também em uma fila, de mortes injustas.
Batista, mergulha numa fila de pessoas entregues na tristeza.
Ta com a primeira ficha, carregada em lagrimas, tristeza, lembranças e saudades. E a dor da injustiça logo atrás. 

Por: Danilo Henrique !

terça-feira, 18 de maio de 2010

KL JAY Falando umas verdades ....



Salve Família, Achei esse vídeo na net onde  Kl JAY Manda umas idéias e fala algumas verdades, é antigo, mas está valendo Curte ai...


Valeu Pazz...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Olha onde a Favela chegou entrevistou o grupo "A febre"


O Blog “Olha Onde a Favela Chegou”, trás essa semana um bate-papo com um dos grupos de maior destaque na cena do rap soteropolitano, A Febre. Grupo que reside no bairro da Boca do Rio, e que vem se destacando no cenário local não só pelas boas letras, mas como também por suas produções e profissionalismo. Afinal esse é o caminho, logo abaixo, as idéias do grupo A Febre… boa leitura!!!

  
Olha Onde a Favela Chegou- Qual a origem do nome, A Febre?

Siba e DR: Salve rapa de Onde a favela chegou: um dia eu Siba, Fúria, DR e DJ Naldo nos reunirmos na minha casa e terminamos com os grupos que fazíamos parte sejam eles: (Provérbio final, PJC e Pivô do Caos) e entre vários nomes decidimos colocar este que pra nós seria uma forma de dizer que a nossa chegada seria imponente e não seriamos apenas mais um grupo de rap de salvador que se forma e acaba como tantos outros, nosso intuito é de nos profissionalizarmos e viver daquilo que acreditamos que é a musica rap. Nossa intenção com esse nome A Febre é de chegarmos na vida das pessoas como uma epidemia, um vírus que se alastra recheado de auto-estima coisas positivas e boas intenções lógico.
 
Olha Onde a Favela Chegou- Qual o nome dos integrantes, vulgo e idade?
DR: kkk esquece doidão
Siba: Quem souber morre rsrs...
DJ Naldo: Deixa quieto!
Fúria 1: deixa no mistério
 
Olha Onde a Favela Chegou- Contem-nos um pouco da trajetória de vocês, como e quando conheceram o Hip Hop?

DR: conheci o rap através de um amigo de escola que mim emprestou uma fita k7, ele sempre falava comigo do rap, mas por ignorância minha eu achava que era outro ritmo e mim recusava escutar, mas graças a Deus ele continuou insistindo e hoje agradeço por ter escutado o meu primeiro rap do grupo Cirurgia Moral que falava assim: vai vai mata ele cara tem que ser agora...... ai percebi que o cara falava da realidade que muitos no gueto sonhava apesar de ser negativa ....escrevi minha primeira rima pra um concurso na escola que estudava  e entre cinqüenta escolas ganhei em primeiro lugar daí pra frente não parei mais e hoje sou A Febre que se alastra..

Olha Onde a Favela Chegou- O Rap, e o Hip Hop, como vocês vêem a situação do mercado atualmente, vocês acham que está onde deveria, ou está faltando algo?

A Febre: O mercado ta bom, ele ta pedindo coisas inovadoras, não é à-toa que em apenas um mês nós vendemos quase 1000 copias de cd aqui no nosso bairro. Acho que o que falta aos grupos é produtores que invistam no rap. Ai sim iriam enxergar que o mercado do hip hop é como qualquer um outro, e acreditamos que iriam nos enxergar como músicos. Precisamos produzir coisas novas e apresentá-las ao publico e não ficar esperando uma produção salvadora como a Warner e a Sony music, temos que criar nossas próprias portas pois essas que citei nunca irão se abrir pra nós é o que achamos.
 
 Olha Onde a Favela Chegou- E com essa tecnologia toda, rede social, novos softwares, tem ajudado na correria da divulgação do trabalho do grupo?

DJ Naldo: Da forma mais positiva possível, acho que todo mundo já sabe que o meio de comunicação mais importante e democrático principalmente do hip hop é a internet pelo fato dela chegar a todos, isso é muito importante.
  
Olha Onde a Favela Chegou- Ainda sobre a internet. Com a popularização da mesma, este meio passou a ser o principal meio de comunicação e divulgação do Hip Hop, mas em contrapartida existe a questão da facilidade de baixar o CD de vocês pela Internet, isso os incomoda? Principalmente por ser o primeiro trabalho do grupo?

A Febre: Absolutamente que não, outro dia um camelô que trabalha com cd aqui nas áreas, também curte um rap comprou nosso cd e reproduziu 100 copias pirata e desceu para o imbui tocando nossas musicas em sua barraca móvel. O resultado é que ele vendeu todas as 100 copias no mesmo dia e isso não nos incomodou nem um pouco, porque muitas vezes não teríamos condições de chegarmos até as pessoas de outros estados e assim a internet faz o seu papel positivo para os músicos.
Fúria 1 Se depender de mim os piratas ficam ricos vendendo o nosso CD.
 


Olha Onde a Favela Chegou- Quais as principais influências dentro e fora do Rap para às composições das letras de vocês?

A Febre: a nossa inspiração pra escrever uma musica vem do dia a dia, o que passamos, o que sentimos e o que vemos, gostamos muito de escrever assim por que é real e verdadeiro. E as influencias vem do rap nacional mesmo
 
Olha Onde a Favela Chegou- Gostam de ler, se gostam, qual o último livro que leram, e qual vocês acham que todas as pessoas deveriam ler?

DR: sim, Fúria 1 gosto muito de ler e o ultimo livro que li foi a sociedade do código de barras do rapper Preto Ghoéz do Clã Nordestino que nos deixou em 2004 e pra mim é uma grande inspiração e indico pra que as pessoas leiam é um livro muito bom

Olha Onde a Favela Chegou- Cada dia surge um escândalo novo na política, um recente foi aquele que gravaram alguns deputados em Brasília colocando dinheiro na meia, nos bolsos do palitó, e na cueca. Com tantos políticos que eram para estar trabalhando pelo povo, mas só pensam no próprio lucro, vocês acreditam que o Brasil pode algum dia vir a ser um país com melhores condições de saúde, habitação, educação e cultura?

DJ Naldo: Acredito que sim, tem que acreditar. Sabemos que esse problema de corrupção na política ta bem longe de ser resolvido porque nunca são esclarecidos, e isso não vai acontecer porque são as leis que eles mesmo escrevem para se proteger, até algum tempo tivemos um governador que estava preso, mas não demorou e já está solto novamente e provavelmente vai tentar retomar sua carreira política, agora só depende do povo em cuidar pra que ele não cometa os mesmos erros que tenho certeza, se voltar a exercer algum cargo publico voltará a fazer a mesma coisa descaradamente.

Olha Onde a Favela Chegou- No cenário Rap, quem vocês destacariam no momento? E em outros estilos musicais, quais seriam os destaques atuais pra vocês?

A Febre: Realidade Cruel, Inquérito e A Febre kk. E em outros estilos vejo várias bandas, Exalta Samba, Sorriso maroto, Maria Gadú, Seu Jorge e outros.

Olha Onde a Favela Chegou- Está vai direcionada pra Link, a única integrante feminina do grupo. Quais foram as principais dificuldades que você sentiu no começo da sua carreira dentro do RAP por ser mulher? E essas dificuldades já foram superadas ou ainda ocorrem?

Link: Quando iniciei, já imaginava que iria lidar com o preconceito. Que infelizmente por ser veterano se tornou algo "normal”, principalmente dentro do RAP, por ele ser um movimento em que os homens são maioria. Quando digo "canto RAP",quase todo mundo desacredita. Discriminação e críticas sempre existiram e, pra ser realista,
vão sempre existir. Críticas muitas vezes podem ter seu lado positivo,quando são pra instruir (o que é raro) ,não pra descriminar. Outra dificuldade enfrentada por mim é relacionada á idade.Meu primeiro show foi quando eu fazia parte do Expressão Fatal,grupo de RAP feminino da Boca Do Rio ,foi no Colégio João Pedro em Cosme de Farias em 2007.Eu tinha 11 anos na época , hoje tenho 13 (o que também quase, ou todo mundo desacredita).
O que cabe á nós mulheres do movimento Hip-Hop, de um modo geral, é combater o preconceito e mostrar pra quê viemos. Acreditem, porque funciona (não generalizando, mas os machistas são maioria); isso serve pra todas: B.Girls,MC`s ,DJ`s e Grafiteiros. Experiência própria!Tomando essa atitude, as dificuldades relacionadas á discriminação dentro do movimento, são sim superadas e a partir disso, há respeito por parte deles.
 

Olha Onde a Favela Chegou- Sabemos que vocês foram todos integrantes de grupos diferentes. Como foi essa união que resultou no grupo A Febre, como aconteceu?

A Febre: Essa junção estava escrito nas estrelas e se concretizou porque a gente sempre teve um intuito de vencer no rap, mas aonde a gente se encontrava estava difícil porque uma andorinha só não faz verão então a gente já fazia um trampo antes da Febre que era o evento Boca do Rap considerado o melhor evento de rap de salvador, então como um já conhecia muito bem o estilo do outro não encontramos dificuldades.

Olha Onde a Favela Chegou- Qual o som do grupo que vocês mais gostam e qual menos gostam?

A Febre: gostamos de todas cada uma pra cada situação.
 
 Olha Onde a Favela Chegou- Que mensagem vocês deixam para os novos grupos que estão começando agora e já tem vocês como inspiração?

A Febre: Achamos que eles já começaram no caminho certo rs, mas nada é fácil se estiverem dispostos a superar todos os obstáculos que virão, vão evoluir e conseqüentemente terão seus trabalhos reconhecidos.
 
Olha Onde a Favela Chegou- Essa música “Por Amor a Deus e a Favela”, que é o titulo do CD. Qual a mensagem que vocês querem transmitir através dela?

A Febre: Por Amor a Deus a Família e a Favela não é uma música é o titulo do cd nós falamos sobre o titulo na música eu não posso desistir. Que como o próprio titulo da musica já trata nos falamos de perseverança, falamos pros moleques que se eles entrarem no crime o Maximo que vão conseguir é uma foto no ATARDE ou uma entrevista no balanço geral e ser ridicularizados pela mídia ou até mesmo acabar morto numa operação policial que eles gravam. Mas a mensagem que passamos por traz de tudo isso é que por mais difícil que seja a situação não devemos nos entregar e vencer de maneira digna.
E sobre o titulo: Por Amor a Deus: Porque devemos tudo ao senhor e sempre vai estar em 1º lugar em nossas vidas, A Família: porque sempre acreditou no nosso trabalho e a primeira conquista foi em casa, e a Favela: porque é a maioria, das crianças e os idosos que nos acolheram de uma forma fora do comum.

Olha Onde a Favela Chegou- Onde vocês pretendem chegar, profissionalmente falando?

A Febre: Sendo sincero irmão, quem dera que nossas musicas chegasse em todo gueto desse nosso Brasil, que fossemos aceitos por todos como músicos ai sim o resto seria com nós. Sobreviver com a música é onde pretendemos chegar

Olha Onde a Favela Chegou- Essa vai para o parceiro Preto DR, em um trecho de uma de suas letras, você fala a seguinte frase “Eu não estou perdido rapaz, já me encontrei faz tempo", muito interessante essa frase, que idéia você quis transmitir nessa frase?

 DR: Tem muitas pessoas perdidas ainda sem saber a verdadeira historia, de onde vieram,o que querem de suas vidas e quem são .Por exemplo: eu tenho a pele clara mas isso não significa que eu sou “branco legitimo” como dizem por ai, meu sobrenome é silva santos e eu sei o que significa ,eu sou remanescente dos escravos também , ou seja, o que sobrou dos escravos só não aceito ser um e sei o que quero pra minha vida, tenho um propósito e com fé em Deus vou cumpri-lo 

Olha Onde a Favela Chegou- Primeiro CD de vocês, como foi essa correria para colocar o disco na rua, foi muito difícil ou vocês tiveram apoio de algum patrocínio?

A Febre: Foi complicado, mas tivermos apoio da CMA, de um amigo aqui chamado Binho que conversou com um fotografo profissional pra tirar as fotos,o pai de DR  também que emprestou uma grana, o tecladista de Claudia leite que gravou nosso cd deu uma força também cobrando um preço mais em conta pro grupo e o resto foi por nossa conta
 

19– Olha Onde a Favela Chegou- Como foi o processo para selecionar as músicas que iriam fazer parte do repertório do disco?

A Febre: rapaz foi complicado porque entre 50 letras você tirar 13 pra um cd é louco e conseqüentemente eliminar o restante pra sempre, porque não faz parte da proposta do grupo.
 
20– Olha Onde a Favela Chegou- O bairro da Boca do Rio sempre se destacou no rap soteropolitano, vocês tem algum núcleo de Hip Hop organizado, alguma Posse ou algo do tipo na quebrada de vocês?

A Febre: Não temos vínculos nenhum com posses porque acreditamos que o hip hop não tem dono e muitas vezes as posses dividem o hip hop apesar de terem seu lado positivo também. Mas nossa intenção é de fazer som com qualquer um e com a intenção de somar
 
Olha Onde a Favela Chegou- O evento “Boca do Rap” que é organizado por vocês anda meio parado, tem previsão para o retorno desse evento, pois já fazia parte do calendário do Hip Hop de Salvador? 

A Febre: Na verdade nós paramos por causa da gravação do cd tava muito complicado organizar o evento e cuidar da gravação. Muita gente pergunta isso pra nós, principalmente se o evento acabou vamos aproveitar pra já responder que NÃO estamos já planejando algo ainda pra este ano o Boca do Rap voltar teremos novidades em breve é só o publico ficar ligado.

Olha Onde a Favela Chegou- Podemos afirmar hoje em dia que a internet é a mídia oficial do Hip Hop brasileiro, mas nem sempre foi assim. Porém também não podemos desprezar o poder de atuação que tem televisão tem. Caso aconteça um convite para aparecer em um programa de TV, o grupo aceitaria?

A Febre: Claro que Sim
 

Olha Onde a Favela Chegou- Deixem o salve pra todos os seus fâs e visitantes do blog e o contato de vocês para quem quiser adquirir o CD  também os contatos para apresentações.

A Febre: Primeiro gostaríamos de parabenizar Paulo e Léo pela iniciativa de criar este blog, acreditamos que são iniciativas como esta que contribuem para o desenvolvimento do Hip Hop. Aos visitantes continuem lendo as postagens porque os caras são feras. Muita paz saúde e um salve para todos. 
  
Contato:(71) 3232-2226

MYSPACE

 Baixe aqui duais Musicas do Grupo.




Valeu !, Siba,Furia-1, Preto DR. Link ,DJ Naldo, ( A febre ) Obrigada Pela atenção, Muito SUCESSOO.... Na caminhada...!!!! 

Tamo Junto...Tamo Junto...

Por: Léo Morais & Paulo Brazil/STN.
Blog: Olha Onde a Favela Chegou.

Muita Paz...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

JB - MULEKE DE ATITUDE - VIDEO CLIPE (OFICIAL)


ÊA essa semana foi lançado o Primeiro vídeo clipe de JB (João Bazilo) .
O video Clipe é da musica "Muleke de Atitude” Do disco “A Cena é Essa com a Produção Musical de Divox e Direção do Clipe Cachorro loko Produções”. O som está da hora a produção ficou ótima saca só..


terça-feira, 11 de maio de 2010

Spok "Literatura interior"



Salve Família vamos divulgar hoje o trampo de Mc Spok ele que é um dos Mc, mas metafórico dentro do cenário do RAP Baiano com letras contundentes e dono de um talento incrível, Mc Spok  que também está fazendo parte do coletivo Art’vistas criado por RAPadura.


Seu CD intitulado de “Literatura interior” já se encontra a venda nas ruas com o valor de apenas 5 reais. E estaremos disponibilizando o som “Antes de tudo“ Que faz Parte desse CD, E de Quebra o som "Celebração" que faz parte do coletivo Art'vistas, com RAPadura & Spock .

                                      
“Antes de tudo“

                                                                      
                                           "Celebração"


                                   Conheca a Myspace de Spok
  


As duais faixas são realmente ótimas mesmo espero que gostem.

Muita Paz...

sábado, 8 de maio de 2010

Olha onde a favela chegou entrevista Afro Jhow !!


Mesmo com a correria louca na semana que antecede a festa de lançamento do seu primeiro disco solo, o parceiro Afro Jhow tirou um tempinho pra trocar uma idéia com o blog: Olha onde a favela chegou.
 

E ai Afro tudo na paz ?

Afro Jhow : Tudo firme, vamos trabalhar.





Mano Afro Jhow muita satisfação ter você no Blog “Olha onde a favela chegou !!”
Primeiramente se apresente. Fala ai, quem é o Afro Jhow ?

Afro Jhow : é filho de um mulher guerreira, pai de uma menina muito linda e inteligente. Afro Jhow é um herdeiro de uma herança africana, remanescente de quilombo, nascido e criado no meio artístico. Vem de uma família humilde, e desde cedo já aprendeu a lidar com a sua auto-estima. Aprendeu que ser “Negro” é lindo! E que precisamos ser três vezes melhores pra conquistar o nosso espaço.

Olha onde a favela chegou- Afro Jhow, contem-nos um pouco da sua trajetória dentro do rap, como e quando foi o seu primeiro contato com o Hip Hop?

Afro Jhow :1995 eu morava na favela “Osório Vilas Boas”, em Campinas de Pirajá, estudava no Colégio Central da Bahia, e conheci uma garota chamada “Manoela”, que era fanática pelo Gabriel Pensador, e nessa aproximação passei a escutar esse som, além da música Funk que já predominava nos guetos. Não demorou muito tempo quando tive meu primeiro contato com a música Rap, um amigo chamado Brás chegou de SP, e trouxe consigo uma fita cassete recheada de Rap nacional, dentre elas a música “Homem na Estrada” do grupo Racionais Mc´s. Quando escutei essa música pela primeira vez, fechei os olhos e sentir a realidade da minha comunidade saindo daquele pequeno toca fitas, arrepiava parceiro! Daí veio o primeiro grupo de vários que fariam parte da minha história.

Olha onde a favela chegou- Quais são as tuas influências  e rappers favoritos?

Afro Jhow : Eu sempre gostei muito das musicas que fizeram parte da minha infância, músicas do Olodum, Ilê Ayiê, Muzenza, Jackson Fives, Alpha Blond, Bob Marley e James Brown. Independente de estilo musical, sempre trouxe comigo essa essência da musica afro. E tenho como influencias Lazzo Matumbi, Aloísio Meneses, Dão Black, Lazinho, Kamphew Tawá e minha família. Meu rappers favoritos são: Pregador Lou, pela sua musicalidade, Mano Brown por ter a percepção de nos levar a outro nível com simples palavras, Marcão DMN pelas atitudes e postura no palco, Wu Tang Clan , pela unificação de estilos e potencial, Spock por deixar transpirar pelos seus poros toda essência que tem em suas veias, Blul pela sua vontade de mudanças e atitude, Mr. Dko pelo nível das suas composições e musicalidade, Makonnen Tafari revelação do Rap baiano com postura de gente grande.

Olha onde a favela chegou-Qual é o seu estilo e o que você procura passar ao público através de suas musicas ? 

Afro Jhow : O estilo é o de menos importância quando falamos de música, a mensagem é o foco. Com a sensibilidade de uma pluma ou a agressividade de um cão feroz, devemos nos preocupar com a auto-estima das pessoas e fazer com que elas reflitam sobre quem somos, de onde viemos e pra onde queremos ir. Eu procuro sempre me adaptar ao público local, estudar o terreno e fazer meu som.

Olha onde a favela chegou- Quais são os álbuns indispensáveis na sua vida que você nunca enjoa de ouvir? 

Afro Jhow : “Rap é compromisso” do eterno Sabotege, é um álbum muito bom pra se ouvir, sempre! “Ainda há tempo” do rapper Criolo Doido, Psy4 de la rime - Enfants de la Lune é um álbum que me faz relaxar e me inspira muito a escrever minhas letras e os álbuns da banda Olodum não paro de escutar, pois essas músicas me faz reviver a minha infância.

Olha onde a favela chegou- Quais são os principais temas que você costuma abordar nas letras das suas músicas?

Afro Jhow : Não crio obstáculos e nem levanto bandeiras para escrever as minhas músicas, falo de superação, valores étnicos, espiritualidade, contemporaneidade entre outros assuntos que elevam a auto-estima do nosso povo; Procuro tomar bastante cuidado para compor, pois a música tem o poder de restauração. Assim como podemos reparar uma vida, podemos destruir.

Olha onde a favela chegou- Neste momento você esta na correria pra lançar seu CD. Conte pra nós como está sendo essa correria toda?

Afro Jhow : A correria pra esse álbum iniciou desde o inicio de 2009 quando entrei em Studio pra gravar este cd. Pelas dificuldades no mercado da música baiana para o nosso estilo musical, entrei na arena pra lutar pelos meus objetivos, nunca foi diferente, tudo que conquistei foi com muito suor, muita luta. Tenho muitos amigos dentro da minha comunidade o “Pelourinho”, onde conseguir muitos apoios para a realização deste lançamento. Demonstrando profissionalismo no meu trabalho, seguindo a minha meta e conquistando o meu espaço, diariamente estou focado na minha música, passando a cada nível de dificuldade para montar o meu alicerce. Dia 08 de maio de 2010 é o dia da celebração maior, o dia da vitória.

Olha onde a favela chegou- Seu álbum é intitulado de “Sem luta não há vitória”! Fale um pouco sobre ele, quantidade de faixas, participações, valor,  Data de Lançamento?

Afro Jhow : Sem luta não há vitória resume toda trajetória da minha vida com a minha mãe Negra Jhô, onde conquistamos muitas vitórias através de muita luta.
O cd foi gravado no Studio "Balaio Sonoro", na direção musical de Zéu Góes com uma nova roupagem. Vem com 12 faixas, com as participações de Donna Liu, Kamaphew Tawá, Lucas Kintê, Mr. Deco, Makonnen Tafari, Duq R.A e Narcisinho. O cd é oficial, autoral e já está nas ruas custando r$: 10,00.
O lançamento é dia 08 de maio de 2010, na praça Tereza Batista, a partir das 19:00hs, gratuito, com as seguintes atrações: DJ Gug, DJ Kiko, Nova Saga, Duendy 1º, Aloísio Meneses e Afro Jhow.
 


Olha onde a favela chegou- O que acha desta "guerra" entre música comercial x underground? Você considera sua musica comercial ou underground?
 

Afro Jhow : A música não tem fronteiras, independente de estilo o foco é o conteúdo. Essa guerra explicita que hoje vivemos é muito negativo pra nós, devemos nos unir e parar de fazer o que foi programado há tempos atrás. Estamos nos matando, nos enfraquecendo onde somos a maioria e não estamos no poder. Temos que repensar toda a nossa história e nos fortalecer para tomar o que é nosso de direito. Respeito todos os estilo, prefiro me preocupar com as mensagens.
 

Olha onde a favela chegou- Um Livro? Uma Música?Um filme? Um álbum? Uma Pessoa? Um Ídolo ?
 Afro Jhow :
Livro: “A sociedade do código de barras” Preto Ghoez,
Música: “Resposta ao Tempo” Nana Caymmi
Filme: Amstad
Álbum: Sem luta não há vitória
Pessoa: Minha Filha Kaylane
Ídolo: Negra Jhô

Olha onde a favela chegou- Então Afro , é isso ai. Deixe ai um salve pra a galera que acessa o Blog: Olha Onde a Favela Chegou, e também os contatos pra quem quiser trocar uma idéia e conferir o seu som, chame a galera pra comparecer no lançamento do álbum !

Afro Jhow : Salve salve Família! Muitas positividades pra rapaziada do blog, a casa é nossa, a noite é nossa é tudo nosso. Contatos: mcsjhow@hotmail.com / www.myspace.com/afrojhow .
Sábado dia 08 de maio de 2010, todos os caminhos nos leva a praça Tereza Batista, a partir das 19hs em ponto. Um espetáculo da música rap baiana. Show de lançamento do Álbum “Sem luta não há vitória” do Rapper Afro Jhow.

Esse Foi Afro Jhow o negão tem ideia pra troca ,Valeu Afro Muita Paz e SUCESSO na caminhada, Guerreiro...

Léo Morais e Paulo Brazil Blog: ( Olha onde a favela Chegou!) Muita Pazz....

quinta-feira, 6 de maio de 2010

A base que sustenta o todo.



Salve dona maria da péle escurecida
Da perna enfraquecida pra enfrentar a subida
Quase 80 anos trabalhando desde os 12
Fim dos planos numa noite ,primeiro filho aos 14
Seu rosto traz a marca de uma amarga vida crua
Efeito de um padrão de vida que o branco cultua
Sonhou em ter dinheiro pra comprar sua liberdade
Buscou fé no terreiro resgate de identidade
Vive,em meio ao caos urbano,que não traz paz,só danos
O vento frio soprando,no decorrer dos anos
Do norte ao sul,sem seca a agua farta
Infarta,ao ver sua casa sumindo na mata
Do lixo que constrói em cima (sem saida)
Governo que à intimida (homicida)
Sorriso,pra amenizar o problema alheio
Orgulho de ter criado cada filho feio

Seu trófeu ,dignidade,honra decência
Contempla o céu,como futura redidência
Cantando baixinho no quarto escuro,madruga
Histórias passadas de tentativas de fuga
Filha do cativeiro da era comteporânea
Infância perdida,obrigação expontânea
Clama na oração o perdão do Deus pai
E que cada fruto seu o senhor abençoai
Pra si nada cobiça,ja ta de bom tamanho
Nasceu com essa sina de ser escrava de ganho
Defende sua cria como fera ,sem dono
Repouso do seu dia ,4hrs de sono
Em pé,antes que o galo cante novamente
A fé,sustenta o corpo,contra a corrente
Da silva,dos santos,barbosa,vieira
O ciclo recomeça a cada segunda feira.


O que seriamos sem elas??


tHIAGO uLTRA

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O Grupo de Rap SNJ Acabou !



Em  um  comunicado oficial a todos os fãs atraves do Portal Rap Nacional o Grupo Vêem declarar o fim do SNJ (Somo Nós a Justiçar) em uma Pena um Grupo Tão Talentoso chegar ao  fim 

       COMUNICADO AOS FÃS, PARCEIROS E AMIGOS
Depois de 14 anos de existência, vimos a publico por meio de este comunicado anunciar que estamos encerrando as atividades do grupo SNJ (Somos Nós a Justiça), talvez essa seja apenas uma pausa, mas.. Leia na Integra...

SNJ (sigla de Somos Nós a Justiça) era um grupo de rap de São Paulo, Formado em 1996, a banda passou por diversas formações até chegar na atual, com Bastardo, Cris, Tremolo e W-Jay. O SNJ já lançou quatro álbuns e foi premiada no Hutúz.

O SNJ surgiu em 1996 com uma formação bem diferente da atual: DJ Alex, Boca, Pelé, WF e Sombra. No entanto, a banda não prosperou por motivos familiares e pessoais. No ano seguinte, surgira uma nova formação, com Sombra, DJ Alex e Cabeça. O sucesso foi maior do que o anterior, mas não ao ponto de se estabilizar no cenário nacional. Fez shows com artistas e grupos como RZO, De Menos Crime, Z'África Brasil e Posse Mente Zulu. Sem possuir um DJ fixo após a saída de Alex, o SNJ contou com a ajuda dos DJs Kill e Favela.

Em um show no município de Arujá, Bastardo, integrante do grupo Posse Mente Zulu foi apresentado ao SNJ. O MC interessou-se pela banda e tornou-se o quarto integrante da mesma. Em 1998, veio o primeiro single do grupo chamado "SNJ - A Sigla". W-Jay, ex-RZO chegou para integrar o SNJ, junto com Cris e Tremolo, sendo esta a formação definitiva do grupo. Em 2001, foi lançado o primeiro álbum: "Se tu Lutas, tu Conquistas"; no mesmo ano, a banda foi indicada ao MTV Video Music Brasil na categoria "Melhor videoclipe de rap" com "Viajando na Balada", mas acabou não vencendo. Ainda em 2001, venceu a categoria "Melhor Artista Solo ou Banda" do Prêmio Hutúz.

Em 2003, veio o segundo trabalho oficial do SNJ, o álbum "O Show Deve Continuar", o qual alcançou uma boa crítica, e teve como destaque a faixa-título "Pensamentos". Em 2004, o grupo concorreu em quatro categorias do Hutúz. W-Jay venceu na categoria "Melhor DJ" e "O Show Deve Continuar" foi escolhida como "Música do Ano". O álbum "O Show Deve Continuar" foi indicado em "Álbum do Ano", mas perdeu para "Tarja Preta", de GOG; e a banda como "Grupo ou Artista Solo", onde foi superada por Da Guedes.

No ano seguinte, o terceiro disco veio a ser lançado, intitulado SNJ - DVD e CD Ao Vivo. Como o próprio nome diz, foi gravado ao vivo em um show do mesmo ano. O DVD contém duas faixas-bônus, o clipe da música "Pensamentos", traillers de gravações e fotos. Em 2007, veio o quarto trabalho: A Esperança é o Alimento da Alma, o qual contou com participações de CPM 22 e Edi Rock. No ano posterior, o SNJ foi indicado novamente ao Hutúz, desta vez na categoria "Site de Grupo de Rap", mas acabou perdendo para o de Renegado. O grupo vinha realizando shows atualmente por todo o Brasil e é um dos mais respeitados no cenário do rap nacional. Pena que acabou . Baixém  a Discografia Completa do Grupo abaixo segue os links :                            
      

  A Esperança é o Alimento da Alma




      SNJ -  CD Ao Vivo

  
     

                 O Show Deve Continuar                 
       
  
  Se Tú Lutas, Tú Conquistas



    SNJ - A Sigla