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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Olha Onde A Favela Chegou Entrevistou os locutores da Gms Records


Quem visita freqüentemente o blog já deve ter ouvido esses nomes: Alan Jones, DJ Marcelo e “D” Bronks, então esses são os idealizadores e locutores da GMS Records , “A Radio que faz a Trilha Sonora do Blog Olha Onde A Favela Chegou“ e nós aproveitamos o tempo que esses Parceiros disponibilizaram para nós  e fizemos uma ótima de uma entrevista pra podemos conhecer mas esses caras que são correria e fazem um trabalho muito louco com essa RadioWeb. Confira:
 
Vídeo Chamada pra entrevista 

Salve Alan Jones, DJ Marcelo E “D” Bronks 

Olha Onde A Favela Chegou - Como Foi O Primeiro Contato De Vocês Com A Cultura Hip-Hop?

Gms Records: DJ Marcelo, Desde 1985 Curto Black Music Então Em 1998 Comecei A Me Envolver Com O Hip Hop Onde Fiz Parte Do Grupo Atitude Rap Daqui De Ceilândia E Em 2000 Com A Dificuldade Que O Rap Passava Aqui No DF, Resolvi Trabalhar Também Com Eventos E Crie O 100% DF Para Gerar Oportunidade Para Os Grupos De Rap Desde Então Estamos Na Luta.
Alan Jones Aka Runaway E D´Bronxs. Começaram A Cantar Juntos Em 1997 No Grupo Cárcere Privados E Logo Depois O Grupo Se Separou E Cada 1foi Fazer Trabalhos Paralelos.

Olha Onde A Favela Chegou - O Que É A Gms Records?

Gms Records: A Gms Records Nasceu Com O Intuito De Ser Uma Gravadora Voltada A Cultura Hip Hop.
Olha Onde A Favela Chegou - Onde Fica Situada Exatamente A Radio E Quem Foi O Idealizador Da Mesma?

Gms Records: A Situada Na Ceilândia/DF, Bairro Setor “O”, Foi Idealizada Por Nós (DJ Marcelo & “D” Bronxs) E Hoje Contamos Com A Parceria Com O Alan Jones Do Blog Brasília Hip Hop.

Olha Onde A Favela Chegou – Nota-Se Pela Programação Da Rádio Que Vocês Não São Centrali Zados, Tocam Rap Do Brasil Inteiro. Como Vocês Se Organizam Para Fazer A Programação Da Radio?

Gms Records: A Programação Foi Pensada Nesse Intuito De Não Ter Uma Centralização Musical De Tocar Só Som Do DF Ou Determinado Seguimento, Mas Voltada A Dar Oportunidade A Novos Talentos E Estilos Diversos Dentro Do Rap Nacional.

Olha Onde A Favela Chegou - Hoje Temos Um Meio De Comunicação Muito Forte Ao Nosso Favor Que É A Internet, Qual Foi A Importância Desse Meio De Comunicação Para O Desenvolvimento Da Radio?

Gms Records:  Pra Nós É Essencial, Pois Os Meios Comuns Não Dão A Mesma Oportunidade De Crescimento.

Olha Onde A Favela Chegou – A Radio Hoje É Acessada Em Diversas Regiões Do Brasil E Do Mundo. Fale-Nos Um Pouco Dessas Localidades E Quais São?

Gms Records: Temos Vários Parceiros Como Vocês Do Blog A Onde A Favela Chegou, Temos DJ Valdeir De Goiânia (Http://Www.Radiorapbrasil.Com.Br), A 12transfusons  (Http://Www.12tonline.Blogspot.Com) Do Mano Asterix Nefilin De Cabinda, Angola – África E O Blog Brasília Hip Hop – Rap Nacional É Coisa Séria (Http://Www.Brasiliahiphop.Blogspot.Com) Do Mano Alan Jones, Que Ajudam A Divulgar A Rádio E A Própria Internet Que Está Disponível A Todos.

Olha Onde A Favela Chegou – Quais São Os Planos E Objetivo Da Radio Para O Futuro?

Gms Records:
Tornar-Se Referência No Seguimento De Rádioweb De Rap Nacional E Sendo A Porta De Entrada Para Novos Talentos.

Olha Onde A Favela Chegou – Além De Alan Jones, “D” Bronxs E DJ Marcelo Quem, Mas Faz Parte Da Radio?

Gms Records: Só Os Três Mesmo E O DJ Chokolaty (Www.Djcky.Com) Que Colabora Com O Programa Cultura Hip Hop Que É Um Programa De Black Music.

Olha Onde A Favela Chegou – O Que Mudou Na Personalidade De Vocês, E Na Suas Vidas Desde o Início No Hip-Hop Até Hoje?

Gms Records: O Nosso Modo De Encarar Os Problemas Sociais De Nosso País, Pois Muitos Pensam Que Está No Hip Hop É Ostentar Dinheiro, Fama, Poder, Mulheres E Drogas! Sendo Que O Verdadeiro Hip Hop Tem Outro Propósito Que É Ativismo Social E Preocupado Com Próximo. E Cada Um De Nós Temos Nossa Vida Pessoal Fora Do Hip Hop, Pois Ninguém Vive De Rap! Salve Algumas Exceções

Olha Onde A Favela Chegou- Qual Foi Maior Satisfação De Cada Um De Vocês Durante Esta Caminhada Pela Militância Do Rap?

Gms Records: Ter O Respeito Nas Quebradas. E A Satisfação Em Está Envolvido Com O Hip Hop Diretamente Com Gravadora, A Rádio E O Estúdio E Indiretamente Ajudando A Divulgar O Rap Nacional Através Da Nossa Rádioweb

Olha Onde A Favela Chegou- Falando Ainda Em Rap, Algum de vocês Fazem parte de algum Grupo? Se Faz Qual, O Nome Do Grupo E Dos Integrantes?

Gms Records: Sim. Química CEI (“D” Bronxs, Dv-Dee E DJ Marcelo) E Alan Jones Que Já Fez Parte D’sarme E Versos Ao Verbo E Com Carreira Solo.

Olha Onde A Favela Chegou- Como Vocês Se Sentem Vendo O Trabalho De Vocês Sendo Reconhecido Em Vários Estados Brasileiro?

Gms Records: Satisfeitos. Pelo Reconhecimento Do Público E Dos Rappers Que Acreditam No Nosso Trabalho.

Olha Onde A Favela Chegou- Hoje Temos Uma Infinidade De Estilos E De Temáticas Sendo Abordadas Nas Letras De Rap. Vocês Acham Que Aquele Rap Politizado E Contestador Estão Perdendo Espaço No Brasil?

Gms Records: O Rap É Livre Cada Um Escreve O Que Pensa E Produz De Acordo Com Seu Gosto Musical. Na Nossa Visão O Rap Politizado Está Em Processo De Evolução.
Olha Onde A Favela Chegou- O Rap Nacional Produzido Em Brasília Sempre Foi Considerado Um Rap De Vanguarda No Cenário Nacional, Considerado Por Muitos O Original Gangstar Brasileiro. O Que Vocês Acham Do Rumo Que O Rap Nacional Possa Tomar No Futuro? E Qual A Visão De Vocês Sobre Esse Assunto?

Gms Records: Pra Gente O Rap Não Tem Fronteira E A Música É Infinita. Sempre Vai Existir O Gangastar Rap No Brasil E No Mundo, Pois É A Forma De Relatar A Vida Como Ela É.

Olha Onde A Favela Chegou - Como Vocês Vêem No Momento A Cena Do Rap De Brasília Em Termos De Evolução E Qualidade Musical

Gms Records: (Brasília É Referência Em Produção Musical, Pois Os Melhores Produtores Estão Aqui, Inclusive Muitos Grupos De Rap Estão Vindo Pra Cá (DF), Para Produzirem Seus Álbuns). Não Vamos Citar Nomes Para Não Desmerecer Ninguém, Mas O Rap De Brasília Ta No Topo Das Produções.

Olha Onde A Favela Chegou – Qual Mensagem Vocês Deixam Pra Essa Galera Que Está Iniciando No Hip-Hop?

Gms Records: Nunca Desista Do Rap, Barreiras Sempre Vão Existir!
Olha Onde A Favela Chegou – Valeu Alan Jones, DJ Marcelo E “D” Bronxs, O Espaço É De Vocês Deixe Ai Um Salve Para A Galera Que Acessa O Blog Olha Onde A Favela Chegou E Curti A Gms Records. Solta O Verbo

Gms Records: Agradecemos A Todos Que Acompanham A Nossa Rádioweb E Que Deu Essa Visibilidade Pra Nós! Um Salve Pra Perifa Do Brasil! Rap Nacional É Coisa Séria!

Léo De Morais E Paulo Brazil

Olha Onde A Favela Chegou “Conectando As Favelas De Brasília a Salvador”

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Evolução Hip Hop Entrevista Dexter Nesse Sábado

   Clique  aqui
O rapper DEXTER ex 509-E é o entrevistado do Evolução HipHop deste sábado (08), que vai ao “AR” ao vivo às 17h, na Educadora FM 107.5. Na entrevista que está marcada para ás 17:05h (EM PONTO), o “Oitavo Anjo” fala sobre sua carreira profissional e seus novos projetos, Ainda nesta edição o Evolução HipHop estréia a promoção “Verão 40 Graus” com o sorteio de um passeio de Escuna pela Bahia de Todos os Santos.


Depois de mais de uma década exilado, Dexter conseguiu o beneficio de cumprir o restante da pena no regime semi-aberto. Em 
2009 lançou o disco Dexter e Convidados – ao vivo, com participações de grandes nomes do hip hop, em 2010 deu entrevista para a revista Caros
Amigos, gravou com vários rapper’s e fez show em varias cidades do Brasil, ainda em 2011 fará show em Salvador. Em breve Dexter estará em liberdade plena.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O Blog Olha onde a favela chegou Entrevistou o Grupo OtraVidda.



Salve Salve Família essa Entrevista Foi feita no Evento "Bota a Cara"-2 Na Praça Tereza Batista (Pelourinho) Realizado no dia 07/12/10 Confiram ...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Lançamento do CD do Okaris e A Volta do TGK Mc´s.

Hoje acontecera na Praça Tereza Batista o lancamento do CD do Okaris(Antigo Velório Negro) e Também a Volta do Grupo TGK Mc´s .



TGK Mc´s ( TEMA GERADO DO KAOS)
 
Pra quem achou que o TGK acabou se enganou! TGK Esta de volta!

Após um tempo longe dos palcos o grupo TGK Mc´s se prepara pra fazer a volta triunfal, e essa volta já tem hora, data e local marcados, será dia 15 de outubro na Praça Tereza Batista/Pelourinho apartir das 19 horas, nós do blog Olha Onde a Favela  Chegou, tivemos a honra de trocar umas  idéias com a galera do  grupo e falamos um pouco sobre essa volta tão esperada por muitos e que com certeza ira fica gravada na história do Rap Baiano e porque não nacional? Confira aí as idéias que trocamos com a galera.



Olha onde a favela chegou:  Salve Família TGK tudo na paz?

TGK Mc´s: Sim irmaos graças a Deus tudo na paz.


Olha onde a favela chegou:  Qual a formação atual do grupo TGK Mc´s? 

TGK Mc´s: 


Hoje o TGK é Jack, Mano Marck, T.R e DJ Edy.

Olha onde a favela chegou: Bom! o que essa volta! significa para vocês?

TGK Mc´s: Irmão essa volta é o retorno do filho prodigo, hoje estamos mais focados no TGk né mano 
ja tentamos voltar outras vezes mais nao era o momento, mais hoje estamos preparados para encarar
os palcos novamente, estamos prontos pra batalha

Olha onde a favela chegou: Após todo esse tempo o que mudou no grupo TGK Mc´s? em termos de evolução.

TGK Mc´s: Pra falar a verdade o ser humano ele tem que viver em evolução constantimente, isso porque 

a vida é uma evolução ta ligado, e o TGK veio acompanhando essa evolução, irmaos estamos mais centrados 
no lance de fazer o rap como profissionais, nao que antes nao eramo, mais hoje a coisa é muito mais seria,
mudamos a formação do grupo, as musicas estao com mais melodias e as ideias continuam sendo as mesmas
só que ideias evoluidas se é que me entendem, e pra falar a verdade continuamos em processo de evolução.



Olha onde a favela chegou: 
O que o público pode esperar do grupo TGK Mc´s Hoje 15 de outubro lá na praça Teresa Batista?


TGK Mc´s: Agente preparou um repertório com musicas novas, o bagulho vai ser loko, entao a galera pode esperar

que tamu de volta e viemos pra ficar dessa vez. 

Olha onde a favela chegou:  Sobre o segundo CD vocês, o que vocês podem adiantar para nós? Participações confirmadas, data pra lançamento?...


TGK Mc´s: Então irmão, esse disco do TGK nao tem data de lançamento ainda mesmo porque estamos fazendo a seleção das musicas que vao entrar no disco, e participações posso adiantar algumas, nao todas, ja ta confirmada a participação do nosso parceiro JB de São Paulo, confirmada a participação do Lukas Kintê, tem o Bugo que é um parceiro que cola com agente, ele será a novidade do disco, e tem outras participações só que ai vocês vão ter que esperar o disco sair. kkkkkkk.

Olha onde a favela chegou:  Valeu TGK Mc´s o espaço de é de vocês, chamar a galera para o  show de Hoje dia 15 de outubro 2010.


TGK Mc´s: Salve familia, ai vamos chegar na praça tereza batista Hoje 15 de Outubro pro lançamento do CD do Okaris apartir das 19:hrs

TGK vai e apresentar e precisamos do apoio de voces em, tamu firmao daqui pra frente vai ser assim, voltamos 
e voltamos pra ficar, TGK mc´s O Bang Dos Cachorro Lokos.

Valeu! TGK Mc`s pela Atenção, SUCESSO na caminhada... 

Olha onde a favela chegou o Blog das favelas soteropolitanas !

sábado, 4 de setembro de 2010

O olha onde a favela chegou Trocou unas idéias com Gregory do Total Drama


Diga lá galera Tudo na Paz? O olha onde a favela chegou essa semana troco unas  idéias Com Gregory  do (Total Drama) diretamente de SP. O cara cola com o grupo Realidade Cruel, e esta fazendo participações  no CD novo do Dexter umas delas é na musica “Não vejo nada” musica essa que está causando uma enorme polêmica no Rap nacional, e Gregory nos falou um pouco sobre essa repercussão, Sem mas delonga confira ai...


Olha onde a favela chegou Diz: Salve Gregory firmeza?

Gregory (Total Drama) diz: Firmeza Total!

Olha onde a favela chegou: "Não vejo Nada" Esse é o som que Dexter gravou junto com Você, O som está bom bando e causando a maior polêmica no Rap nacional, Há intenção era essa?

Gregory (Total Drama) diz: Mano o som foi feito para os Mcs que estão confundindo os Bang, É para o cara que não tem nem o cartão do ônibus e está falando de Ferrari, Rolls-royce.
A partir do momento que o Mano tem uma condição tem dinheiro, tem um carrão ele até pode e deve conta a sua verdade. Mas mentira não truta!

Olha onde a favela chegou diz: Mas diz ai e Dexter o que está achando dessa repercussão toda?

Gregory (Total Drama) diz: Na verdade ta até admirado, Porque tomou uma proporção gigantesca, ha quanto tempo um Rap num gerava uma discussão dessas? Desde Mulher elétrica acho!

Olha onde a favela chegou diz: Sobre o homicídio que ocorreu no ultimo dia 21 de agosto no show de Rap aqui em Salvador! O que você diz sobre esse ocorrido?

Gregory (Total Drama) diz: Lamentável né? , é como o Brow já disse num som "Era a brecha que o sistema queria" Mesmo se o bagulho tivesse acontecido a 10 km do Show os caras iriam associar a nós ao show de Rap.

Olha onde a favela chegou diz: O sistema sempre tenta boicota o Rap né não tio?

Gregory (Total Drama) diz: Na verdade eles tentam boicota tudo o que tem ligação a favela né tiu, Se vai reuni preto e pobre, você já pode saber que eles vão embarreira cabe a nós ter a consciência mesmo só que como que você controla 3.000 mil manos bebendo uns bagulhos, a noite inteira, uns bem loco, outros com treta da antiga é 1.000 fita né tiu? , Graças a Deus, hoje me dia pelo menos nos shows que eu tenho ido pelo Brasil a fora ai com o Realidade Cruel, posso te dizer num teve uma confusão, um tiroteio, nada disso, isso já é uma revolução, esse caso aí foi um caso Isolado

Olha onde a favela chegou diz: Mudando de assunto sabe dizer se haverá mais faixas polêmicas no álbum do Dexter?

Gregory (Total Drama) diz: Rsrsrsrsrs... ,Num sei , deve te né , ele é um formador de opinião e isso o  torna naturalmente polêmico, Alias quem  bate de frente e defende suas opiniões acaba causando polêmica.

Olha onde a favela chegou diz: Como surgiu essa União entre você e Dexter?

Gregory (Total Drama) diz: Pow tiu, foi graças ao Douglas, o Dexter estava comentando com ele dessa musica ai "Não vejo nada” Ai ele explicou o som e tal, e queria um mano para fazer a intro do som ai o Douglas falo pra ele de mim, isso quando ele estava no fechado ainda, faz tempo, passaram se os meses ele entro no semi aberto e ele veio troca uma idéia comigo e ai tamu trampando já faz uns dias já

Olha onde a favela chegou diz: Essa união ainda vai render muito né não?

Gregory (Total Drama) diz: Com certeza vamos trabalha juntos Dexter, Realidade Cruel, Total Drama e Inquérito. Mesma Família, aguardem...

Olha onde a favela chegou diz: O que você achar dessa guerra entre música comercial x underground?  Você considera sua musica underground ou comercial? 

Gregory (Total Drama) diz: Considero musica Rap o que eu faço, num tenho nada contra o rap underground, gosto do Emicida gosto do Kamau, e acho que demorou tem que ter as vertentes mesmo, é cada um no seu corre mais no mesmo intuito, progresso, não só o progresso no singular, tem que ser no plural, progresso pra nós!

Olha onde a favela chegou diz: Como você avaliar o cenário do Rap nacional desde o início de sua caminhada até agora? Você acha que o barato está no caminho certo, Que já evoluímos o bastante

Gregory (Total Drama) diz: Mano desde o inicio é muito tempo, porque comecei em 89, Gravei minha primeira faixa no consciência Black volume 1, tio faz tempo de mais..., Mano avançamos em algumas partes e retrocedemos em outras, melhoraram as condições pra se produzir, pra se trabalhar. Em algumas coisas como a essência dos Rappers, as grandes festas de rap, já não são as mesmas hoje em dia, mesmo que não seja o ideal, um cantor de Rap gera um respeito perante a sociedade, diferente de antes quando se falava eu canto rap, Zé povinho já falava é vagabundo ou é ladrão hoje eles podem até pensar, mas num falam, mas (Risos)

Olha onde a favela chegou diz: Então a opinião do rap hoje conta muito na Sociedade?

Gregory (Total Drama) diz: Pow mano eu diria que nós temos voz se é forte ou fraca, depende de nós mesmo, sempre se vê debates por ai, em relação à questão de desigualdade social, sempre se vê um representante do Hip HOP lá, Raramente eu vejo um pagodeiro, ou um funkeiro, são sempre os manos do Hip Hop que estão nessas fitas

Olha onde a favela chegou diz: Então através de sangue, suor e Lagrimas fomos longe?

Gregory (Total Drama) diz: Justamente, e o que os manos têm que ver é isso, que muito se trabalhou para que o rap atingisse esse respeito, então temos que tomar cuidado com o que escrevemos e o que cantamos.

Olha onde a favela chegou diz: O que você acha do rumo que o Rap nacional possa toma no futuro? , Dos grupos começarem se vender e comercializar suas musicas mais ainda... ?
 
Gregory (Total Drama) diz: Não me assusta não, acho que vai ser inevitável o rap vai se comercializar, mas é aquilo os bons e verdadeiros sempre vão existir, o que me assusta é que a grande mídia sempre vai preferir que os boys estejam lá, certo? E nisso vejo uns carinhas nada haver fazendo rap na televisão, e chego a pensar" Será que não seria melhor um preto favelado fazendo rap lá?" mesmo que não seja o rap que eu gosto de ouvir. Será que num seria melhor um Um de nós lá? .

Olha onde a favela chegou diz: O que você acha dessa situação que vivenciamos há poucos dias com o programa "Manos e Minas”?

Gregory (Total Drama) diz: Pra você ver, vamos voltar na pergunta de cima se num fosse os nossos argumentos iriam cortar o programa, então quer dizer que o Rap tem voz!

Olha onde a favela chegou diz: Rap x Política! Você achar que têm como juntar os dois ou essa idéia está fora de cogitação?

Gregory (Total Drama) diz: Eu acho que a única saída real, pra resolver tudo o que vínhamos dizendo e rimando durante esses anos, é se nós criarmos e colocarmos pessoas nossas no poder, de modo contrario esquece tio vamos continua rimando e as coisas pouco mudando então, rapaziada vamos eleger gente da gente.

Olha onde a favela chegou diz: Gregory está apoiando Aliado- G?

Gregory (Total Drama) diz: mano, eu apoio sim, não só ele, como todos os manos que são do movimento e que eu conheço e possa cobra caso ele de alguma mancada, ou não faça as melhorias que precisamos se de milho vai se cobrado, assim como é na rua, e ele já ta ligado.

Olha onde a favela chegou diz: Então Gregory valeu mesmo pela atenção! Tamo juntão, Pra finalizar deixei um Salve ai pra a galera que visitar o blog.

Gregory (Total Drama) diz: Pó tio satisfação, isso num foi uma entrevista, deixa claro aí pros manos que nós tamu aki trocando umas idéia, idéia de progresso, produtiva e é isso, um salve a todos q acessam o blog aí e tamu junto, qualquer fita "liga nós e da um salveeeeeeeeeeeee"

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Entrevista com o grupo Feminino Tropa sagaz


Considerado atualmente o grupo de rap feminino de maior destaque na cena soteropolitana, o Tropa Sagaz trocou uma idéia com o Blog “Olha Onde a Favela Chegou”, elas falaram dos projetos futuros, da experiência de ter cantado em São Paulo, da nova formação do grupo,  das dificuldades que enfrentaram (e que ainda enfrentam!), e muito mais. Fiquem agora com as idéias dessas mulheres belas e de muita atitude, Tropa Sagaz … boa leitura!!!


Olha Onde a Favela Chegou- Como e quando surgiu o Tropa Sagaz?

O Grupo surgiu em 29 de março de 2009. Decidimos formar o grupo através de uma conversa que tivemos. Na verdade foi uma ideia que surgiu em uma reunião da Família STN (um clã composto por vários grupos de rap de Salvador). Mc Nana fazia parte do Grupo Fase Ideológica (grupo de rap do bairro de Narandiba); Yaiá Reis cantava no grupo de rap Ilusão Obscura e Sil Kaiala cantava em um grupo de rap feminino chamado Hera Negra. Bom, em um evento que ocorreu no Bairro de Sussuarana, Sil e Yaiá cantaram com Mc Nete e Mc Nana. Vendo o que aconteceu, decidimos em uma reunião, nos juntarmos e formarmos o Tropa Sagaz. Hoje o grupo continua com Yaiá Reis e Sil Kaiala, e com DJ Genoma, as outras integrantes decidiram seguir outro rumo.
 
Olha Onde a Favela Chegou- Porque o nome do grupo é Tropa Sagaz, e qual o nome das integrantes?

Silvia Santana ( Sil Kaiala)
Ayran Reis ( Yaiá Reis)
Tropa Sagaz porque temos sagacidade, firmeza e todos os adjetivos para não desistir da batalha. Sabe aquelas mulheres que não se calam e são arretadas ( rsrsrs...) . Nós somos uma “TROPA VIVA COM ATITUDE SAGAZ”!

Olha Onde a Favela Chegou- Como cada uma se envolveu com o rap?

Sil Kaiala – Nossa! Como sou velha no movimento.. (rsrsrsr) conheci o movimento hip hop em julho de 2000, foi através de lázaro (cantor do grupo de Rap Opanijé) que fui ao meu 1° som de Rap ( me lembro como se fosse hoje) eu toda perdida em um mundo que eu nem imaginava que existia( rsrsrsr...). Mesmo assim eu fiquei maravilhada com tudo que eu vi, então comecei a escutar musicas de rap, tipo Public Enemy, Eve, Gang Starr, Detentos do Rap, Lauryn Hill, Facção Central, Expressão Ativa, Dina Di, Racionais Mc’s.... E aí não parei mais, entrei na Possi Ori e me tornei uma militante do Movimento hip hop. Em 12/04/2001 juntamente com Simone (Negramone) e Paula Azevich formamos o grupo de Rap HERA NEGRA (um dos primeiros grupos de rap feminino de salvador.) Representamos e fizemos vários sons por salvador e outras cidades, e de lá pra cá como já citei em cima não parei mais. Hoje estou com o TROPA SAGAZ firme e forte com o Rap.

Yaiá Reis – Sempre admirei o movimento hip hop, e sempre tive vontade de cantar rap, mas por não ter pessoas a meu redor que se envolvesse com esse estilo, eu achava que era uma coisa que estava muito longe de mim. Sou atriz, e nesse meio vivo diversas situações e convivo com varias pessoas de diferentes lugares, foi numa dessa que encontrei minha primeira oportunidade. Quando entrei na ONG “CRIA” para atuar, fiz amigos em torno da poesia e descobri que cantavam rap, mas estavam parados! Isso foi um prato cheio pra minha fome! Rsrs Convidei-os para ir num show do Império Negro 1° e lá os incentivei a formar um grupo... daí formamos o “Conexão Virtude” em julho de 2008. Eu escrevia muito e me empolgava muito com tudo, mas vindo só da minha parte o incentivo pra continuar não duraria muito tempo. Depois de uns 4 ensaios acabamos! Como uma boa filha dos ventos, não parei! Busquei... Me bati com Espótico (Ilusão Obscura) nos orkuts da vida hehe (já tínhamos estudado juntos a cinco anos atrás) e lá vi que ele cantava rap, ele acabou me convidando a fazer parte do Ilusão. Duramos mais ou menos um ano, foi muito bom, foi o grupo que me acolheu e me ensinou muitas coisas, Espótico sempre vai ser uma grande referencia pra mim. Hoje estou só no Tropa Sagaz, com todo o gás... me armando pra guerrear, fortalecendo meus ideais e cantando com a alma.

 Olha Onde a Favela Chegou- Como foi para vocês a experiência de poder cantar em São Paulo, com alguns dos grandes nomes do Rap Nacional?

Foi uma experiência maravilhosa para o Tropa, estar em São Paulo cantando com o Z’África Brasil foi muito bom, conhecer Sombra a galera que faz o Rap de responsa de lá foi tudo. Bom ver o rap de outros ângulos, bom ver a malicia das pessoas... Enfim tudo isso absorvemos de uma forma positiva! Sem palavras São Paulo!

Olha Onde a Favela Chegou- Sabemos que o rap é um gênero musical com predominância masculina, quais são as dificuldades que vocês enfrentam pelo fato de serem mulheres?

 Hoje em dia acho que poucas dificuldades, se você perguntasse há 10 anos atrás eu lhe diria que muitas, porque não tínhamos tantos espaços assim... Hoje nós mulheres podemos tudo... Chega dessa historia que “RAP É COISA SÓ DE MENINO”... Hoje temos o nosso espaço. Basta chegar de pé junto.
 

Olha Onde a Favela Chegou- Na opinião de vocês, o que falta para termos mais mulheres no Hip Hop?

“ATITUDE” e gostar do que se faz. Não adianta cantar por cantar ou fazer qualquer outra coisa por fazer, tem que gostar de fazer... hoje eu vejo que se tem poucas mulheres no Hip Hop por estilo mesmo, pelo fato de não se identificarem com o H2.
 
Olha Onde a Favela Chegou- Além do rap, é claro, o que mais as meninas do Tropa Sagaz gostam de escutar, quais são as influências de vocês?

Sil Kaiala – eu gosto muito de Reggae, R&B e de  Músicas Africanas, vários grupos de também em influenciam, como: Eve, India.Arie, cantos africanos e grupos de Rap Nacionais...
Yaiá -  além do rap né... boa parte da minha influencia musical vem muito do que eu ouvi na minha infância, coisas como Zé Ramalho, Alceu Valença... sou amante de musica de origem nordestina, um forró pé de serra, os tambores do maracatu me enlouquecem,  apaixonada pelo reggae, MPB, sem esquecer do rock’n’roll que já foi meu forte, amo musicas africanas.
 
Olha Onde a Favela Chegou- Mesmo com toda a facilidade de produção e divulgação de músicas através da internet, o Tropa Sagaz tem planos para gravar um CD?

Temos sim, apostamos que com a gravação do CD, vai proporcionar ainda mais a visibilidade do grupo pelo Brasil a fora.

Olha Onde a Favela Chegou- Atualmente a internet é o meio de divulgação mais usado e um dos mais eficientes que existem, ainda assim vocês aceitariam um convite para se apresentarem em um programa de televisão, considerando o poder de acesso que as pessoas tem a ela?

Sil Kaiala- Não tenho nada contra, acho que o que não se pode e se vender a mídia...
Yaiá – pensaria duas, três, quatro, vezes... Dependendo do propósito, aceitaria!
 
Olha Onde a Favela Chegou- Algumas mulheres dentro do rap assumem um estereótipo masculinizado, algumas por estilo mesmo, outras por uma questão de imposição de respeito. Como é para vocês manter a feminilidade e ainda impor o respeito nesse cenário de predominância masculina?

Sil Kaiala - particularmente eu, gosto de vestir minhas calças folgadas com minhas blusas regatas..... Nem por isso eu deixei de ser feminina. Gosto de usar minhas saias, vestidos e nem por isso eu virei homem... (rsrsrs) Tenho vários estilos e nesses 9 anos de Rap eu nunca precisei me estereotipar para mostrar que a mulher também pode cantar Rap. Eu sempre impus isso aos homens....
Yaiá – já chegaram pra dizer que tínhamos que nos vestir como menininhas, mas isso não me diz nada! Eu me visto como eu gosto. Saias ou calças, não to deixando de ser eu!  
 
Olha Onde a Favela Chegou- Recentemente tivemos a perda de uma das maiores referências do rap feminino brasileiro (talvez a maior delas!), que foi a Dina Di. Qual foi o impacto que essa perda teve pra vocês?

Sil Kaiala- Eu adoro as músicas dela, representação da porra! Aquela ali, vai fazer falta... Mais quem é Rainha nunca perde a majestade., esteja onde estiver vai continuar sendo uma representação feminina dentro do HIP HOP.
 
Olha Onde a Favela Chegou- A temática nas letras do Tropa Sagaz é bem variada. De onde vem a inspiração para a composição das letras?

 As inspirações vêm de tudo que vivemos e passamos. Como cada uma tem um estilo diferente pegamos um pouco de cada coisa e transformamos no que nossas letras falam e transmite para quem escuta. Sem perder a característica Tropa.
 
Olha Onde a Favela Chegou- Que música do grupo define melhor vocês, a música que quando vocês cantam ou escutam, vocês falam “esse som é a cara do Tropa”?

 “A letra Nós Somos” (Nós somos todos os descasos, as injustiças, as crianças, as mulheres que revolucionaram, somos os homens.. Ou seja, somos esse mundo que queremos ver transformado e sem hipocrisia.). Nós Somos!!!!
 

Olha Onde a Favela Chegou- Fazer rap em Salvador, onde existe uma forte predominância do axé, do pagode e agora do arrocha, não é uma tarefa das mais fáceis. De onde vem a motivação de vocês para seguir em frente?
 
Sil Kaiala-  Minha motivação é a vontade de cantar Rap, de tê-lo no meu sangue e de ver o público aplaudindo de pé quando cantamos..... Nossa!!!! Dá um arrepio... É muito massaa!!! Amo...
 Yaiá – Como não cantar rap nessa cidade? Basta um giro nas quebradas pra ver tantas injustiças. Não cito só coisas ruins nas minhas letras, mas, isso é muito forte em mim. Minha motivação vem dos meus ancestrais que me iluminam dos olhos brilhando que vejo em cada pessoa quando estamos no palco. Dá força e garra pra seguir sempre em frente. Das mãos que ainda desejo levantar por aí a fora!
 
Olha Onde a Favela Chegou- Quais grupos de rap vocês mais destacariam aqui em Salvador atualmente?

Sil Kaiala - Opanijé, RBF , Os Agentes, 157 Nervoso,  particularmente amo o Opanijé tem tudo haver com o que eu escrevo em minhas letras....
Yaiá – Opanijé, Suspeito 1.2 Mc’s, Os Agentes
 
Olha Onde a Favela Chegou- Na opinião de vocês, o que falta para o rap baiano ganhar uma maior visibilidade?

 Ser mais respeitado pela mídia e união entre as pessoas que cantam Rap, esse negocio de picuinhas não ta com nada. Ta todo mundo no mesmo barco!
 
Olha Onde a Favela Chegou- Uma integrante do grupo (Sil Kaiala) já fez parte de outras Posses de Hip Hop, que foram a Posse Ori e posteriormente a Rede Aiyê Hip Hop, atualmente vocês fazem parte de algum núcleo de Hip Hop?

Sil Kaiala-   Faço parte do movimento “As Maloqueiras”( Grupos de Mulheres do hip hop que atuam na Rede Aiyê Hip Hop) e o TROPA SAGAZ faz parte da Família STN.
Olha Onde a Favela Chegou- É cada vez menos comum encontrarmos núcleos de Hip Hop na cidade, Salvador já chegou a possuir mais de 15 Posses de Hip Hop. O que vocês acham que está acontecendo com o Hip Hop de base, o Hip Hop de militância está morrendo?

Sil Kaiala – Acho que não está morrendo eu acho que as pessoas não estão tendo mais o compromisso com si próprio, porque depois que sair da Possi Ori, eu continue dando minhas oficinas e fazendo meus trabalhos sociais. Lógico que chega um momento que você tem que cuidar da sua vida pessoal. Eu acho que pra muitos foi isso que aconteceu. Se bem que no ano Passado eu e outras pessoas da Família STN, inclusive Paulo Brasil escrevemos um projeto para justamente voltar a atuar na militância dentro do HIP HOP, só que infelizmente para alguns o mais interessante é a cultura hip hop e não o trabalho social, MAIS EU AINDA TENHO ESPERANÇA... RSRSRSRS
 

Olha Onde a Favela Chegou- O que o público pode esperar de vocês para 2010?
 
Uma nova formação,  muitas músicas novas alem de gravações.
 
Olha Onde a Favela Chegou- Como foi para vocês se apresentarem no Teatro Vila Velha, no Projeto “Viva a Dança”, em uma das casas de cultura mais tradicionais de Salvador?

Sem Palavras.... Nossa!!! Muita gente, um calor humano incrível. Adorei mesmo.... Muito bom saber que o pessoal de Salvador está tomando conhecimento sobre nosso trabalho!
 
Olha Onde a Favela Chegou- Vocês consideram aquela uma das melhores apresentações do grupo?  

Tivemos várias apresentações, mais essa arrepiou até a alma! Muita expectativa lançada sobre nós. 
 
 Olha Onde a Favela Chegou- Fazendo um rápido balanço desses quase 8 anos do governo do presidente Lula, como vocês avaliam a administração do presidente, tivemos algum avanço nas áreas sociais na opinião de vocês?  

Se pudesse elegeria ele denovo rsrs  na política tem muitos erros, as pessoas são ignorantes demais. Não é em 8 anos que alguém vai corrigir os erros de 510 anos.        

 Olha Onde a Favela Chegou- Deixem ai o contato de vocês e mandem um salve para a galera que acessa o Blog e que também curti o som de vocês.
 
Um Salve para aqueles que curte e não curte o nosso som, valew! Paulo Brasil pela entrevista. Que o Hip Hop continue mostrando a sua cara....
Mulheres não desistam, persistam no que vcs gostam de fazer.
Confiram o que a gente mais gosta de fazer.....
*Acessem nosso myspace:
 
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Contatos:
Sil Kaiala: 88435177/ silviaoya@hotmail.com
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Somos uma Tropa Viva com Atitude Sagaz!
Asè!


Blog: Olha Onde a Favela Chegou.

Paz sempre ...

terça-feira, 27 de julho de 2010

Entrevista com RAPadura


Salve Família ,  Mc RAPadura foi entrevistado pelo blog  Love Rap , falou sobre sua tragetória dentro do Rap, Como foi seu primeiro contato com o Rap , Origem do vulgo RAPadura entre outras idéias, confere aêe..



LOVERAP - Quais são as tuas principais influencias? Dentro e fora do RAP.
 

RAPADURA - Aparai Que Esses Nomes São Pesados Inté Demais! Rsrs

Marines, Patativa Do Assaré, Luiz Gonzaga, Jackson Do Pandeiro, Chico De Assis, Trio Siridó, Zé Do Cerrado, Záfrica Brasil, Nelson Triunfo, Nino Brown,  Leia mais...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O Blog Olha Onde a Favela Chegou, Entrevistou Rangell Santana, o Blequimobiu, vocalista do grupo Versu2.




O Blog Olha Onde a Favela Chegou, trocou uma idéia com Rangell Santana, o Blequimobiu, vocalista do grupo Versu2, ele falou sobre auto-gestão, profissinalismo, parcerias e outros temas quentes que envolve o Hip Hop soteropolitano. Confere aí. Paz à todos/as!!!
 


 
Olha Onde a Favela Chegou- Salve Rangell, tudo certinho, nego véio? Conta ai pra gente como é que surgiu esse nome “Blequimobiu”?

Salve irmandade, salve galera que acessa o blog. Glória ao Pai que estamos unidos.
Este papo de blequimobiu é onda viu, rs! Eu tava aprendendo a usar o programa Illustrator e comecei a desenhar uns bonequinhos com influencias dos antigos "Playmobil" só pra treinar mesmo. Só que desde pequeno eu meio "num entendia" o porque de todos os bonecos serem iguais, então comecei a desenhar playmobils negros e gordos, tipo eu (rs, rs), e passei a mostrar pros amigos, até que o Ed Bras, grande irmão e músico da Zambotronic (pesquizem este nome) os apelidou de Blackmobil e sempre que me via chegava com este papo de blackmobil. Quase sempre conversando sobre a Cultura Black Mundial e sua fusão com a Cultura Brasileira, então resolvi escrever o nome errado pra chamar atenção e ai surgiu blequimobiu.
 
 Olha Onde a Favela Chegou- Você é um cara que podemos considerar um multímidia dentro do Hip Hop. Como é conciliar as diversas atividades dentro do Movimento?

Tudo parte das necessidades de que tenho das coisas bem feitas, se não acho quem faça na parceria, ou não posso pagar pra ser feito, eu mesmo vou e faço. É uma das maiores influencias que carrego até hoje do Movimento Punk, o tal do "faça você mesmo". Acho também que o amor é uma grande mola nisto tudo, tudo que procuro me envolver quero fazer o melhor possível. Agora na moral, a verdade mesmo é que não consigo conciliar todas estas atividades, e sempre acabo percebendo que tem algo que poderia ser melhor, sou chato pra caralho nestas paradas, nunca tou satisfeito, mas ai vou evoluindo, vou achando parceiros para tal. No momento eu tou quietinho, apenas tentando fazer música boa, deixei um pouco de lado esta coisa de produção cultural, organizar shows e tal e tou focado em alguns projetos pessoais, cuidando de minha família e um pouco melhor de minha saúde. Tava num ritmo nada saudável, trabalhando 8h por dia numa agência de publicidade, cursando uma faculdade a noite, e naquela movimentação quem tá ligado sabe da colé.
 
 Olha Onde a Favela Chegou- Fala aí pra gente um pouco de sua trajetória dentro do Hip Hop?

Comecei em 94 pixando muros e ouvido rap, sem mesmo saber que se chamava rap, eram fitinhas k7 que gravava de lojas no centro e amigos. Depois conheci o graffiti e achei melhor pra me expressar que o pixo, na época também já tava fichado em algumas delegacias, tinha sido pego algumas veses roubando spray em lojas e achei melhor ganhar dinheiro com aquilo tudo de uma maneira mais segura. Comprei um compressor com Dimak, na época conhecido como "Speed" e passamos a pintar umas camisas pra vender e fazer trampos comerciais em lojas e tal. Na época os nomes que influenciaram foram Peace e Sisma.
Eu curtia mais os sons gringos, Cypress Hill, Beastie Boys, Wu Tang Clan... de nacional eu só tinha prestado atenção mesmo no Gabriel O Pensador e cheguei a ouvir algumas vezes uma fitinha do Raio X do Brasil, eu escrevia uns funks (Miami Bass) inspirado no Furacão 2000 só pra zuar no buzão. Mais o tal "movimento" e o conceito de Hip-Hop mesmo só vim conhecer em 97/98 com o disco "Sobrevivendo no Inferno" e todo aquele boom, foi ai que através de Chiba conheci a rapaziada aqui e passei a atuar como militante e movimentar a cena junto com a galera que depois veio se chamar Posse Ori.
Minhas primeiras rimas pro rap surgiram no Quilombo Vivo, paralelo a isto toquei contra-baixo na Testemunhaz com a qual acho ter sido a melhor época musical em minha vida, chegamos a iniciar uma conversa com uma gravadora, mas infelizmente não estavamos prontos pro momento e problemas pessoais entre os componentes do grupo fez o processo cair, a convite de Gomez voltei pras rimas com o Elemento X que também por opções pessoais dos componentes terminou parando.
Com o fim disto tudo resolvi dar um tempo e estudar design, então fiz amizade com os caras do Bocada Forte, que depois me chamaram pra desenha por 2 vezes o site, e com a internet passei a e ter acesso a mais música, a mais informações sobre cultura e criar uma rede de contatos para quando fosse a hora eu viabilizar minhas idéias. Neste meio tempo fiz parte da Blackitude e aprendi muito sobre produção, mais eu queria ter o controle do meu próximo projeto, não queria mais ser do grupo dos outros onde os caminhos se confundem por questões pessoais, eu sabia que mesmo só eu iria seguir e ai conheci Coscarque e tamos ai trabalhando juntos com outros parceiros que de tempo em tempo a partir das necessidades sempre somam.
 
Olha Onde a Favela Chegou- Você fez parte de um grupo de Rap com banda, a “Testemunha da Periferia” (que posteriormente virou apenas Testemunhaz), você acha que Rap com banda não é mais viável, tomando como exemplo o fim de bandas importantes como: Pavilhão 9, Câmbio Negro e o Faces do Subúrbio?

Rap com banda é o futuro, vejo assim, o D2 tem uma banda, o MV Bill a depender do show se apresenta com uma, o Emicida faz shows com o Projeto Nave, o Instituto é foda. A parada com a banda serve até como argumento pra justificar um bom cachê, mostrar uma outra proposta, atrair novos fãs, a população no geral não valoriza dois caras com um microfone e um outro de fundo mechendo em uns discos velhos, eles não entendem o que acontece ali em cima do palco, então com o crescimento da cena e o dinheiro circulando eu vou querer ter minha banda também, ter músicos sérios e profissionais acrescentando outras experimentações ao meu som.
Ai sim nego velho a cena brasileira ainda vai reconhecer o quanto foi importante estas bandas que você sitou ai. Lá fora o The Roots dita várias tendências, artistas como Jay-Z, Eminen, Ludacris quando querem algo diferenciado pra seus projetos, sempre fazem parceria com o The Roots. Aqui na Bahia temos a melhor banda do Brasil neste conceito, quem não conhece ainda procure pesquisar, OQuadro e vai saber do que estou falando.
 
Olha Onde a Favela Chegou- Sempre quis te perguntar, porque Versu2?

Tem um monte de conceito envolvido. O primeiro é despertar esta curiosidade nas pessoas, mais vamos lá: eu queria por o nome de Versuz mais sabia que em qualquer favela do Brasil alguém poderia ter esta ideia. Então a solução estaria no próprio problema que estava se estabelecendo. Ninguém acreditava que eu e Coscarque, artistas de influencias tão diferentes poderiam dar certo juntos, eram muitas dualidades no estilo, nas letras, na postura na cena e por ai vai, então o 2 surgiu pra representar esta dualidade, pra dizer que existem sempre mais de uma forma de ver o mesmo assunto. Numa sessão relax brincando com o Illustrator eu esqueci de digitar o "z" e o "2" ficou ali junto do "Versu" e eu gostei porque o "2" parece um "Z" e sempre achei legal a história de zuar com o português.
Foi engraçado, quando liguei de madrugada pro Coscarque e disse, o grupo se chama Versu2, ele disse que num entendeu nada, mais gostava da sonoridade e ai ficou, rsrsrs!
 
 Olha Onde a Favela Chegou- Nos corrija se estivermos errados, mas nota-se na sonoridade da Versu2 um experimentalismo muito grande, como você define o estilo do grupo?

Não temos estilo, eu acho, ou pelo menos não esta definido ainda. Gravamos um disco no primeiro semestre de 2009, o disco foi praticamente feito no estúdio, sem uma pré-produção um planejamento legal, chamamos vários amigos pra colaborar e as coisas surgiram naturalmente, deu um resultado legal. Ficamos fora do estúdio no segundo semestre por conta dos shows, e a pouco quando fomos ouvir o disco percebemos que ainda não tá na hora de por ele na rua. Então começamos a pensar numa mixtape só com bases de Jazzrap, queremos gravar ela toda ao vivo, sem cortes, como um shows mesmo. Chegamos a experimentar este formato em shows numa temporada no Sankofa African Bar, e as pessoas curtiram, estamos trabalhando nele e vamos lançar este registro na WEB com nosso site.
Esta mixtape tem a intenção de mostrar uma das influencias do grupo, e meio preparar terreno pro que vem por ai. Fechamos uma parceria com a marca MURO (www.murobr.com.br) para lançar nosso DVD Promo, e a convite de MC Marechal vamos lançar um "Porradão" com 5 faixas pela Organização Um Só Caminho... estamos trabalhando nestas 5 faixas, todas inéditas, com produção musical de um artista novo, mais que vem ganhando muita força na cena nacional. Estamos com uma visão mais comercial na escrita, queremos quebrar alguns conceitos que têem sobre a gente, e posso garantir, a sonoridade vai surpreender muita gente, é algo que nunca fizemos antes e tem um foco de expandir de vez o nome da Versu2 pro Brasil.
 
Olha Onde a Favela Chegou- Ainda sobre o Versu2, qual a proposta do grupo? Tem uma proposta específica ou é poesia livre, sem levantar bandeiras ou estereótipos?

A proposta é arte mesmo, expor nossos sentimentos, reproduzir situações cotidianas nas vida das pessoas, é questionar, é tentar ser questionados e no máximo possivel levar uma mensagem positiva pro mundo. Temos feito músicas novas com mais agressividade, e outras pra balançar e com alcance radiofônicos, estou escrevendo roteiro pra fazer outro clip, desta vez em estúdio com mais computação gráfica, brincar mais com o imaginário das pessoas. Estamos buscando uma certa liberdade estética, buscando sair de nossa própria caixa, não consigo me limitar a bandeiras, por mais que eu carregue algumas, mais queremos crescer como artistas e isto envolve muitas coisas não apenas música. 

 


 Olha Onde a Favela Chegou- Podemos afirmar que a internet é hoje o principal veículo de divulgação do Rap Brasileiro?

Eu diria que a internet é o meio de comunicação mais democrático já criado, pensar comunicação sem pensar internet é impossível hoje.
 
Olha Onde a Favela Chegou- Tem pretensão de lançar o disco do grupo, se tem, para quando seria?

Estamos em discursão se ainda é viável lançar um disco no formato tradicional com 10, 11, 12, 15 faixas e tal. As pessoas não tem mais tempo pra ouvir um album, elas terminam selecionando as faixas que lhe agradam, colocam em seus mp3 e te escuta com outros artistas, é a era do "Singles". Lançamos a faixa "Segredo da Harmonia" com um clip e na sequência um concurso de remix, exploramos ela ao máximo e deu resultado que talvez um disco não desse. Estamos apostando neste formato de 5 faixas, vendidos com uma coleção de camisetas e disseminação pela web. Temos alguns convites de shows em outros estados e apostamos nos shows como forma de mostrar o que sabemos fazer, de passar nossa energia, então disco no formato tradicional mesmo não temos plano de lançar por enquanto, temos um gravado, mais não é a hora dele ainda.
 
Olha Onde a Favela Chegou- Ainda falando em mídias, você acha que o formato SMD é a grande salvação do CD físico para os artistas consolidarem os seus trabalhos, ou esse formato de vender música está também com os dias contados?

Não acredito que se venda a música e sim a embalagem. A música é livre, como se pode vender algo que não se pode tocar? Nos shows vendemos a diversão, a nossa presença, a interação. Vinil, CD, SMD, IPod, Mp3, 4 ,5 ,6, (rsrsrs) ou qualquer outro formato fisico ou digital é descartavel, a arte não. Antigamente tinha aquela coisa de ver a foto do artista, o conceito da capa, ler as letras, tudo envolvido numa aura artistica, passei várias manhãs de sábado com meu pai, escolhendo vinil, a gente ia na loja, ouvia e comprava, não tinha muito esta coisa de propaganda, single, novela, comercial de tv, ou jabá de rádio, a gente ia ouvir o disco e comprava pela música boa. Hoje você vai no Google e acha tudo, temos que oferecer outra embalagem pra música e é nisto que aposta a MURO (MÚsica e ROupas) e podem aguardar que não vamos nos limitar apenas a camisetas. Se o cara realmente apoia o artista, ele vai vestir mais que a roupa do artista vai vestir o conceito e aproveitar e parar de ficar dando dinheiro pra marcas estrangeiras que não investe em nada na cena brasileira.
  

Olha Onde a Favela Chegou- Com a diversidade de estilos e de temas abordados dentro do Rap, você acha que o Rap de militância está perdendo espaço dentro do Hip Hop?

Ah cara na moral, eu acho que a galera nova tá meio alienanda e comeu o papo da mídia que o rap é música de protesto, tem gente do próprio rap que quer se beneficiar com isto, dizendo que tá inovando no rap com suas letras diferenciadas, mais só tão fazendo cópias mal feitas de gringo, tem cara ai fazendo paródia e chamando de rap, pega o flow e a rima muda o idioma e chama de inovação, este tipo de som ai eu escuto apenas uma vez porque conheço os originais. A muito tempo atrás já tinha gente falando do próprio tênis, de tomar uma cerveja no churrasco, em sair de carro na balada, em pegar a mais gostosa da festa. Agora irmão, a revolta no gueto sempre vai existir, e quem é de verdade sempre vai vomitar isto nos seus raps.
Será que esquecemos de "Éxis sem Ana" do Câmbio Negro, ou será nunca ouviram “Senhor Tempo Bom” ou “Rap Embolada” do Thaide, porra, Pule ou Empurre do RPW, entre outras do Doctors Mcs, Faces do Suburbio, Da Guedes, Xis, Marcelo D2, porra, tantos caras que já falavam de tantas outras coisas fora do contexto de protesto/crime. Eu não vejo os temas sendo inovados não, eu vejo a produção musical e as tecnicas dos MCs evoluíndo pra umas parada mais musical e isto é muito bom pro rap como o todo. Percebe-se fácil quem é original e faz arte de verdade, e quem tá no embalo e desespero quero ocupar um lugar na pratileira.
 
Olha Onde a Favela Chegou- Sobre o som que vocês fizeram junto com a banda de Hardcore Lumpen, como é que rolou essa parceria com o Robson Véio, na faixa “Na Caminhada”?

Eu fiz parte da primeira formação da Lumpen quando ainda se chamava No Deal e depois Sem Acordo, viajamos juntos com grandes nomes do Hardcore pelo Brasil, o Véio é padrinho do meu casamento, é uma pessoa de casa mesmo, uma pessoa com moral de olhar em minha cara e dizer, "você tá fazendo merda rapaz, se liga" então fazer música junto é só parte do que somos. "Na Caminhada" foi a primeira letra da Versu2, e eles fizeram um cover pra mixtape Quintaessência Sagrada, a versão rock ficou muito foda, quando cheguei no estúdio já tava pronta, eu só fiz gravar a voz, ficou muito foda mesmo, ali tem uns rifs do Cro-Mags que pra mim é um dos mais clássico do Hardcore Mundial, então porra, me emocionei com esta parada.
 
 Olha Onde a Favela Chegou- Quais são os grupos de Rap que você destacaria atualmente aqui na cena de Salvador?

Cara, eu tenho ido a poucos shows de rap, alias, depois que parei de produzir parece que deu uma esfriada na cena né? Então minha opinião é bem limitada ao que chega até a mim. Não se trata de ser melhor que ninguém, mais tem uma galera que tem trilhado um caminho legal e seu detaque vem crescendo a cada dia pelos seus trabalhos. Sabemos que são muitos e dai separar alguns é complicado. Agora queria dar um parabéns especial a todos que buscam profissionalização, estão gravando seus sons, divulgando por ai, fazendo seu trabalho sem diminuir o dos outros, sem criar fofocas ou intrigas. Se destaca quem trabalha certo e sempre.
 
Olha Onde a Favela Chegou- O que você costuma escutar além de Rap, quais são aqueles sons que dificilmente saem do seu track list?

Por incrível que pareça ultimanente só escuto rap no carro, em casa prefiro ver uns filmes quando num tou escrevendo ou lendo, e no trampo não consigo me concentrar ouvindo rap, escuto se tiver de bobeira.
Sou viciado no Led Zeppelin, melhor banda de rock de todos os tempos, tudo de rock novo foi bebido de lá de alguma forma, só que eles beberam dos negros antes, rsrs, assistam Cadillac Recods, gente, por favor façam isto se querem um dia viver de música ou simplesmente querem saber como funciona este universo comercial. Bob Marley, o grande rei Marley, é ele que me salva quanto eu tou a ponto de estourar. Nação Zumbi é a melhor banda brasileira em minha opnião. Tenho buscado ouvir muita coisa antiga e nesta parada re-descobri o Erasmo Carlos, hehehe! Músicos baianos tenho escutado muito Cascadura, Retrofoguetes, Orquestra Rumpiless, Baiana System, DubStereo. Gosto de ouvir cantoras, gosto muito da Céu, Vanessa da Mata, e Beyoncé também, hehehe, fui até pro show dela, aquilo é surreal irmão. Vi a pouco tempo um show de Elza Soares, sai de lá pensando que merda de música eu faço, rsrsrs, da até vergonha quando vejo gente assim ao vivo. Tenho ido a shows do Carlinhos Brown e hoje o considero um grande gênio da música mundial. Sou fã demais do Zé Ramalho, Belchior e Raul Seixas, acho as letras deles de uma criatividade foda. Michael Jackson, chorei no cinema vendo o filme, lembrei de minha infância, será que alguém ai lembra do programa de Tia Arilma, eu fui lá dançar Thriller, rsrsrs! Porra irmão, música é momento mesmo, na hora o que eu tiver sentindo me influencia a ouvir um artista, esta entrevista respondi ao som de Otto. É foda...
 
Olha Onde a Favela Chegou- Como é que foi a aceitação do público em geral com o Rap no carnaval, na sua opinião esse espaço para o Rap já está consolidado?

Já é sucesso, mais queremos mais interações, mais artistas, gente de fora poderia dar um diferencial também, ter melhores horários no circuito. Só que acredito que um palco fixo seria fundamental.
 
Olha Onde a Favela Chegou- O Fora de Órbita é um dos eventos que já faz parte do calendário do Hip Hop soteropolitano. Quando é que essa festa vai voltar?

Não sei, tou tentando viabilizar dinheiro pra ela acontecer como merece, uma estrutura melhor pros artistas, mais como disse antes, tou focado em evoluir como músico, estou montando uma equipe pra cuidar da produção, mais isto envolve dinheiro e ai tá ligado né?
 
Olha Onde a Favela Chegou- Sabemos que é necessário ser profissional também dentro do Hip Hop, para termos cada vez mais eventos de qualidade, com uma boa sonorização, boa iluminação, bons espaços para os grupos e o público. Mas naturalmente isso não é de graça, e tem um custo para quem promove. Na sua opinião o público em geral também já tem essa consciência?

Na verdade esta conciência tá sendo formada viu irmão, acho que o público no geral já exige hoje esta qualidade. O problema ainda é com alguns artistas que não tomaram esta consciência, acha que pra ser favela tem que fazer de qualquer jeito. Na moral, se eu chego numa evento e vejo que o artista não tem condições de se apresentar eu nem fico pra ver, me saiu mesmo, independente se paguei ou não pra ver o show. Tem também aquele velho pensamento idiota dos caras que quer entrar de graça nas festas só pq faz rima, quer ter seu disco de graça, sua camisa, estas coisas e num quer pagar. O cara quer fazer a capa do disco dele de graça, quer gravar de graça, quer tudo de graça, agi como um coitado, mais tá ali vestido com os panos importados, isto me tira do sério na moral. Mais o público não é burro, ele tá vendo e sabendo diferenciar, cada dia mais exigente mesmo, valorizando seu tempo e dinheiro.

Olha Onde a Favela Chegou- Lembro que você escrevia uns textos loucos, periodicamente para o Site Central Hip Hop (Bocada Forte). Porque não vemos mais os textos de Blequimobiu no Site?

Porque eu coloquei os textos nas rimas. Na verdade eu ainda quero escrever um livro, quando eu tiver bagagem eu farei, queria escrever contos reais com um pouco de ficção, mas por enquanto acho melhor ler os de Sergio Vaz, Nelson Maca, Alessandro Buzu, Ferrez, Sacolinha, GOG entre outros monstros da literatura do guetto.
 
Olha Onde a Favela Chegou- Na sua opinião o que falta para o Rap daqui ganhar uma maior visibilidade a nível nacional, já que temos muitos grupos bons aqui também. Seria a falta de uma melhor estratégia?

Acredito nas parcerias saca? Alguns artistas na Bahia parece que quer se isolar, o cara acha que vai ter destaque se dizendo o melhor da Bahia. De que adianta ser o melhor da Bahia, se na Bahia não tiver outros a altura de Racionais, D2, MV Bill? Por outro lado tem cara que se emociona com merda, desfaz dos trabalhos dos outros pra querer chamar atenção pro seu, tem cara que esquece quem fortaleceu ele e no primeiro holofote sobre seu nome ele ignora sua própria história, falta maturidade mesmo em alguns artistas pra entender o jogo. Lançam seus trampos sem o cuidado devido, não estudam o mercado como o todo.
Eu tenho hoje amigos e parceiros na música, trouxe a Bahia artistas com a qual me identifico, mostrei o que sabemos fazer no palco, mostrei seriedade nos negócios, e conquistei este respeito, isto se mutiplicou porque estes artistas rodam o Brasil todo e quando perguntam sobre a Bahia eles terminam tendo a gente como referência, mais agora nossos planos é ir a outras cidades, expandir nosso nome, vender nossos produtos em outros lugares, fazer novos parceiros e amigos, acredito nesta rede que faço parte.
Temos que parar de olhar pro próprio umbigo o tempo todo, temos que aprender com a música como o todo, observar como Psirico, Ivete Sangalo trabalhou pra chegar onde chegou, como Margareth se reciclou, temos que entender como Carlinhos Brown consegue ser a música em essência e como ele vende esta imagem, temos sim que aprender como o Chiclete com Banana defende sua fatia no mercado e controla uma rede de negócios a cerca de seu nome, como um cara como Durval Lélis consegue se manter no mercado a tanto tempo abusando de sua carisma, como Daniela Mercury se tornou universal e como Claúdia Leite mesmo sendo carioca vende a imagem da Bahia pro mundo.
Precisamos sim se aproximar de compositores, músicos no geral, parar com o pensamento idiota que o pagodeiro é alienado, porque alienado esta sendo quem pensa assim, o cara é da favela como nós e vejam onde ele está chegando. Malandragem irmão, precisamos ser mais malandros no que fazemos.
 
Olha Onde a Favela Chegou- Você que já foi grafiteiro (ou ainda é!?), o que acha desse projeto custeado pela prefeitura da cidade, o “Salvador Grafita”? Ele é positivo para o Hip Hop, no seu ponto de vista?

Tem um monte de graffiti feio né? Eu acho que ajudou um pouco a população entender a diferença de graffiti e pixação. Deu uma mixaria pra alguns artistas, iniciou outros na arte, mais a essência mesmo do Hip-Hop não esta ali, a maioria dos meus amigos que entraram neste projeto saíram bem chateados de como ele funciona, mais ajudou muita gente a se desenvolver, pro Hip-Hop eu num sei dizer se é bom ou ruim, mais pra algumas pessoas ele tá sendo uma forma de viver de pintar muros.
 
Olha Onde a Favela Chegou- TV vs. Hip Hop: Isso ainda é um tema polêmico dentro do Movimento. Na sua opinião, o fato de pessoas ligadas ao Hip Hop se recusarem a ir na televisão é mais por uma questão ideológica ou é porque muitos dentro do Hip Hop ainda não sabem como lidar com o “monstro” que é a TV?

Eu não sei dos outros não irmão, mais sempre que me chamar e eu achar que o contexto tem haver com o perfil de meu trabalho lá estarei pra divulgar meu trampo. Me vejo pronto pra ocupar este lugares.
 
Olha Onde a Favela Chegou- Na época em que te conheci, era muito comum a existência das Posses (os núcleos de Hip Hop). Exemplo a Posse Ori, Rede Aiyê e outras espalhadas pela cidade, porque não se ver mais Posses de Hip Hop como antigamente?

Eu acho que ainda existem só não tem mais este nome. Vejo sempre os artistas se organizando de forma coletiva com aqueles com os quais se identificam. A galera da STN, o pessoal do Boca do Rap, a Blackitude, a Freedom Soul, os eventos do Quilombo da Chota, nós da Positivoz, o CMA Hip-Hop são exemplos de que continuamos  a produzir coletivamente em pequenos núcleos.
  
Olha Onde a Favela Chegou- Foi-se instituído o dia 26 de abril de 1996 como a data base do nascimento do Hip Hop baiano quanto a Movimento Organizado, assim sendo, o Movimento acaba de completar 14 anos (já é quase debutante, risos!). Você não acha que já temos história suficiente para um registro disso tudo, seja um DVD ou um resgistro literário?

Acho esta data uma idiotisse. Não é porque meia dúzia de pessoas se reuniram neste dia que as coisas passaram a ser organizadas, alias até hoje não vejo esta organização a ponto de chamar de movimento. Eu vivi aquilo lá, sei o quanto atrapalhou muito mais do que ajudou, sei de todos os problemas causados pela ilusão e mentiras plantadas a cerca do que é Hip-Hop, eu mesmo contei um monte de mentira que ouvi dos outros e por não ter como saber a verdade então as reproduzi, então esta data pra mim num representa nada, só um dado pra alguém dizer, "eu sou pioneiro". Eu prefiro dizer, "sou atuante" e o que fiz e outros que nem estiveram lá naquele dia já fizeram, é parte muito maior do que esta data ai. Não é questão de negar a parada, é que a maioria dos caras que trampam a vera hoje não tem influencia nenhuma dos que querem tanto instituir esta data.
Sobre o DVD irmão, ou livro, sei não... acho que um documentário sobre a atualidade de quem tá segurando a parada até hoje seria mais interessante.
 
 Olha Onde a Favela Chegou- Para encerrar, mande um salve para a galera que acessa o blog e pra quem mais você quiser e deixe os contatos pra quem quiser conhecer melhor  o som do Versu2, o espaço é seu.

Obrigadão a todos pela atenção, obrigado ao blog pelo espaço, a muito tempo eu queria bater este papo com a cena local. Acessem www.umsocaminho.com.br para saber das ações da organização nacional que estamos montando, Outras informações sobre a Versu2 é só buscar no Google, tem um monte de coisas que fizemos por ai. Quem se indentifica me segue ai no Twitter @blequimobiu
O e-mail de contato pra uma idéia, shows, ou coisas da vida é positivoz@gmail.com escrevam a vontade respondo a todos a medida do possível, mais sempre respondo, cheguem na moral pra trocar umas idéias ai na rua, minha cara fechada é feiura mesmo, rs, né marra não, rs! Espalhem a mensagem por ai, divulguem a arte com a convicção que ela merece. Abraço pra geral. Um só caminho...
 
  

Valeu Paz Sempre...
 
Léo Morais &; Paulo Brazil.
Blog: Olha Onde a Favela Chegou. 
 http://httpwwwfamilia-stncombr.blogspot.com/